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UEPB proibiu banco de abastecer caixas temendo assalto

O reitor da Universidade Federal da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, disse ao Portal Correio que já temia que uma ação criminosa como a ocorrida na manhã desta segunda-feira (1º) na instituição pudesse acontecer, quando bandidos armados invadiram o local, assaltaram um carro-forte dentro do campus de Bodocongó e deixaram uma estudante e um vigilante baleados.

Segundo ele, a reitoria, inicialmente, solicitou ao banco o não abastecimento dos caixas eletrônicos por prever que um fato desses pudesse ocorrer. As aulas e atividades, que foram suspensas nesta segunda somente no campus de Bodocongó, voltam ao normal nesta terça (2).

“A agência não movimentava dinheiro nos caixas por determinação da reitoria. Nós já tínhamos o temor de que uma ação como essa pudesse acontecer. Fugiu do nosso controle, mas tudo foi monitorado”, disse.

De acordo com Rangel Júnior, a UEPB solicitou de novo à agência que não determine mais o abastecimento. “Nós já pedimos novamente ao banco Santander uma disposição de voltar ao que era antes, quando não tínhamos dinheiro nos caixas. Isso será oficializado o mais rápido possível. Do ponto de vista contratual, não há cláusula que obrigue isso. Serve de lição para retomarmos ao padrão decidido anteriormente”, explicou, sem dizer se o esquema de segurança na instituição será alterado após a ocorrência.

Aulas suspensas

A administração da instituição suspendeu todas as atividades acadêmicas e administrativas somente no campus de Bodocongó durante todo o dia desta segunda-feira (1º). As atividades voltam ao normal nesta terça (2). Os trabalhos do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), que funciona fora do campus de Bodocongó, estão mantidos.

Segundo nota emitida pela administração da UEPB, a decisão levou em consideração o “estado emocional da comunidade universitária, bem como a necessidade de conclusão do trabalho pericial da Central de Integração Acadêmica”.

Crime

Uma estudante e um vigilante da UEPB foram baleados durante um assalto a um carro-forte que abastecia o banco Santander dentro do campus. Vigilantes da UEPB teriam reagido e houve troca de tiros. O crime ocorreu no início da manhã e, devido ao tumulto ocasionado, na correria, alguns estudantes, além dos atingidos, se machucaram, sem gravidade.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local para atendimento dos feridos. A maioria dos ferimentos era por torções causadas pela tentativa de fugir correndo ou pulando de alguns pontos mais altos para sair do local.

A Polícia Militar chegou ao local poucos minutos depois e seguiu em perseguição aos bandidos, que fugiram em dois carros. Na Central de Integração Acadêmica, a Polícia Civil trabalhou na perícia do espaço.

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