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Relatório aponta aumento de exploração infantil em áreas urbanas

A nota técnica do Mapear destaca os números mais relevantes do levantamento, a exemplo da Paraíba. De acordo com o relatório, a repressão feita nos postos de combustíveis, bares e outros estabelecimentos às margens das rodovias federais, além de campanhas educativas e uso do disque 100, fizeram com que os exploradores fugissem para áreas dentro das cidades e ainda perto das estradas, porém fora da circunscrição da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A reportagem do Correio procurou o comando da Polícia Militar e a Secretaria de Estado da Segurança para saber de eventuais tratativas com a PRF para esse tipo de trabalho na Paraíba, mas não conseguiu contato até o fechamento desta edição.

Com relação ao aumento dos pontos de exploração sexual na Paraíba, entre os biênios 2013-2014 e 2017-2018, o relatório do Mapear apontou que foi devido a um programa de qualificação de policiais rodoviários federais, com estratégias específicas para identificação e repressão aos pontos de exploração, que fez aumentar as estatísticas.

Durante o período 2015-2016 o levantamento não foi feito, segundo os organizadores, grande parte do efetivo das instituições federais de segurança pública estava envolvida na desmobilização da Copa do Mundo de 2014 e nos preparativos para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

No cenário nacional, a região Nordeste aparece com o maior número de pontos de exploração sexual infanto-juvenil, com aumento de 35% em relação ao levantamento anterior.

A região Centro-Oeste tem os menores números e também registrou uma leve redução. Na análise por estados, Ceará e Goiás lideram as estatísticas e a Paraíba ocupa a 22ª posição.

Coinju faz sensibilização e alerta

A Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Coinju) do Tribunal de Justiça da Paraíba realiza uma ação de sensibilização e alerta sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, divulgando materiais das campanhas da Rede de Proteção da Infância e Juventude, sobre como denunciar casos de abuso e violência.

O trabalho de divulgação acontece até esta terça-feira (15) das 12h às 17h, nos Fóruns Criminal e Cível, respectivamente.

“A proposta é marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, estabelecido pela Lei 9.970/2000, comemorado no dia 18 de maio, mobilizando e convocando a sociedade para participação e conscientização da luta nesta causa”, explicou o coordenador da Coinju, juiz Adhailton Lacet Porto.

A Rede de Proteção de Crianças e Adolescentes realizará, também, panfletagem nas ferroviárias de Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo e uma mobilização na Lagoa, no dia 18 de maio, das 8h às 11h30.

Segundo a psicóloga Rutty Lima, na campanha de combate à violência sexual, a Coinju vai mostrar o que tem feito contra esse mal que atinge a infância e juventude, no Estado. Nessas ações, a Coordenadoria também apresentará o serviço de depoimento especial “Justiça Pra te Ouvir”, que realiza a escuta de crianças e adolescentes em toda a Paraíba, vítimas e testemunhas de violência sexual. A maior parte das vítimas é do sexo feminino, e com idade entre 3 a 14 anos à época do crime.

*Ainoã Geminiano, Jornal Correio da Paraíba

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