A diretoria da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação se reuniu na segunda-feira (27), em João Pessoa, para avaliar o impacto do atual momento político e econômico nacional para o segmento do turismo. Na oportunidade foram discutidos projetos e iniciativas para o setor, além de legislações pendentes junto às Casas Legislativas pelo País, algumas delas, que resultam em alta dos custos na cadeia da hospedagem e alimentações.
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Antes da reunião, o presidente do Sindicato dos Hotéis Bares Restaurantes e Similares de João Pessoa (SHBRS-JP), Graco Terceiro Neto Parente, promoveu um encontro dos executivos com alguns dos principais representantes políticos da Paraíba, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Adriano Galdino, o líder do governo, deputado Hervázio Bezerra, além dos deputados federais Rômulo Gouveia, Wilson Santiago Filho, Efraim Morais Filho e Pedro Cunha Lima.
Graco Parente afirmou que o momento é de aproximação com o setor política tendo em vista uma série de projetos que tramitam nas Câmaras, Assembleia e Senado que podem interferir diretamente com o setor de hospedagem e alimentação. Na Paraíba, afirmou o executivo, foi firmado o compromisso da criação de uma Frente Parlamentar do Turismo na esfera da Assembleia Legislativa, com mais força e poder de concentração de forças do que a que existe, mas que na prática não tem funcionado.
“Queremos ouvir a sociedade por meio dessa Frente Parlamentar, mas, acima de tudo, sermos ouvidos na elaboração dos projetos legislativos, para que possamos contribuir para o crescimento do segmento sem riscos de prejuízos ou de criar embaraços jurídicos que só resultam em perda de tempo e aumentam os custos”, enfatizou Graco Parente.
Um dos pontos lembrados pelo executivo paraibano diz respeito às legislações pendentes, como a regulamentação da atividade profissional dos garçons, ou mesmo a lei que obriga aos estabelecimentos do setor a ter a presença de profissionais da Nutrição em restaurantes sem que houvesse qualquer tipo de critério. Na Paraíba, o sindicato conseguiu uma liminar para evitar que os empresários fossem obrigados a cumprir a determinação sob o risco de multas e até a interdição do restaurante.
O dirigente paraibano afirmou que a Frente do Turismo conta e terá a participação efetiva de empresários do setor, assim como representantes das Secretarias de Turismo. Com o setor público, segundo Graco Parente, serão ampliadas as parcerias, a exemplo do projeto Na Bagagem, que soma esforços da Prefeitura de João Pessoa com o sindicato a qual ele dirige. “Contamos ainda com o importante apoio e incentivo dos dirigentes do Conselho Nacional do Turismo e do Conselho Nacional do Comércio”, revelou o empresário.
Revés na economia
O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Alexandre Sampaio, afirmou que o revés na economia nacional tem sido um elemento preocupante para o setor.
“Estamos passando por momento adverso, com a diminuição do PIB nas principais capitais. Então, a ocupação na cadeia de hotéis de negócios e de lazer está sofrendo um pouco por causa da atividade econômica mais baixa. Por conseguinte, também temos poucos eventos, embora João Pessoa ainda tenha bastante captação para o turismo de eventos”, salientou Alexandre Sampaio.
Para o dirigente, o momento é de espera para ver como o cenário econômico nacional e internacional vai contribuir para o comportamento do segmento do turismo. “Temos que esperar porque aliado a essa atividade econômica menor, que impacta na atividade hoteleira e gastronômica, o cenário internacional contribui para isso. A exportação está mais cara, o que impacta no segmento de alimentação fora do lar e a energia elétrica está mais cara também”, afirmou.
Entretanto, o dólar mais alto pode ser uma compensação nesse momento de economia mais frágil.
“Há compensação da atividade de negócios e de lazer por causa da alta do dólar. O turismo interno brasileiro pode se beneficiar, já que as pessoas vão diminuir o consumo no exterior para ir ao Nordeste, por exemplo. É uma compensação que esperamos que aconteça agora a partir da baixa temporada no hemisfério Norte”, salientou Alexandre Sampaio.