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Respeito ao diálogo

O médico, o advogado e o contador, como ocorre na maioria das profissões, não colocam suas vidas em risco ao exercerem suas profissões. Existem algumas com algum perigo, mas nada se compara ao que enfrenta o policial, que sai de casa todos os dias com a obrigação de defender o cidadão, mesmo que isso custe sua vida.

O policial coloca não apenas seus conhecimentos sobre segurança, mas seu maior bem, a vida, de valor inestimável e impossível de ser devolvida, à serviço de quem sequer conhece.

Numa solenidade da Polícia Militar da Paraíba, ouvi o depoimento de um policial sobre sua rotina. Contou que não adiava para o dia seguinte nada que fosse importante para sua família, pois não sabia se estaria vivo. Que saia de casa para enfrentar bandidos, que ao escolherem esse caminho, assumiam o risco de matar ou morrer para atingir o objetivo. E que o policial é o obstáculo a ser removido.

A Polícia Militar da Paraíba, assim como a Polícia Civil, tem em seus quadros profissionais excepcionais, inclusive doutores em segurança formados na Europa e nos Estados Unidos. Tem especialistas respeitados e alguns estão na Força Nacional.

A crescente violência na Paraíba assusta, mas a importância do trabalho que fazem pode ser dimensionada ao assistirmos reportagens sobre o que ocorre no Espírito Santo, onde há seis dias eles não saem as ruas. O caos predomina, a economia está sofrendo seus efeitos, que chegarão aos cofres públicos. O diálogo perdeu força para a intransigência e todos estão perdendo.

Aqui, a Associação das Mulheres, Mães e Pensionistas iniciou mobilização dos familiares. O governo foi rápido em atribuir aos adversários políticos uma tentativa de espalhar o pânico e o caos, mas a motivação é econômica: os PMs querem reajuste salarial, reclamam queda de poder aquisitivo. Cobram 45,62% de perdas acumuladas.

Se o Estado tem condições ou não de conceder reajuste, é outra coisa, mas esses homens e mulheres, pelos riscos que correm diariamente, pelo valor do que oferecem a sociedade, merecem respeito, traduzido na forma de um diálogo franco e transparente.

Há uma crise e a sociedade, que paga a conta, está no limite. Mas intransigência geralmente leva a radicalização. O Brasil e a Paraíba precisam é de paz.

TORPEDO

Já vivemos um tempo de extrema insegurança, com assaltos à população e arrombamento de caixas eletrônicos em todo o Estado, sem policiamento nas ruas seria o fim.

Do presidente do PSDB, Ruy Carneiro, defendendo que o governo abra diálogo com os PMs, para evitar movimento como o do Espírito Santo.

Vigilância

Bancos e cooperativas de créditos têm 90 dias para implantar vigilância 24h em suas agências. É o que determina lei do vereador Bruno Farias, já em vigor, com a qual espera desestimular explosões a caixas eletrônicos.

Fundamento

Para Bruno, “a falta de seguranças expõe bancários, familiares e clientes a risco de morte, traumas e sequelas que poderão refletir futuramente sobre a saúde física e mental de quem se torna vítima da violência”.

Sugestão

Banner que circula no WhatsApp confirma que a imagem dos políticos continua ruim: “Cancela a verba destinada à Assembleia Legislativa e paga a PM. Deixa os deputados entrarem em greve… Não fará diferença!”.

Compromisso

O presidente estadual Charliton Machado festejou os 37 anos de fundação do PT, em meio à crise que vive, apontando que o partido nasceu das lutas populares e que vai continuar nas ruas, defendendo os trabalhadores.

ZIGUE-ZAGUE

+ Pesquisa da Câmara Americana de Comércio (AMCHAM) revela que 95% das empresas brasileiras acreditam em melhora dos resultados comerciais já em 2017.

+ Para 88%, o ano será de cenário de recuperação, mas 7% acreditam em crescimento expressivo em relação a 2016. 64% já constatam melhora neste início de ano.

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