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Rio come?a desfile das escolas de samba e Salvador tem folia nas ruas

O domingo (7) de carnaval foi agitado no Rio de Janeiro e em Salvador. No Rio, foram iniciados os desfiles das escolas de samba do grupo especial, com destaque para as apresentações da Beija-Flor, Tijuca e Mocidade.

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A Beija-Flor contou a história de Cândido José de Araújo Lima, o Marquês de Sapucaí, que dá nome a avenida de desfiles. A escola, campeã de 2015, enfrentou dificuldades.

Pouco depois de o presidente Farid Abrahão David dizer que se sentia satisfeito com o carnaval que apresentado pela escola, um carro emperrou no local. Era possível ver fumaça. Alguns componentes que estavam na alegoria eram crianças, que foram retiradas rapidamente do carro.

A escola resolveu investir em tecnologia e usou drones para captar imagens que serão analisadas na tentativa de aprimorar as apresentações.

A Mocidade Independente de Padre Miguel foi outra agremiação com dificuldades nas alegorias. O último carro emperrou na concentração e não conseguia fazer a virada da Avenida Presidente Vargas para a Marquês de Sapucaí. O jeito foi adiantar os integrantes da velha guarda, que seria a última ala da escola a passar pela passarela do samba.

Mesmo com os problemas, as duas escolas são apontadas como destaques no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio, com os aplausos do público.

Carnaval em Salvador

A folia no circuito mais tradicional de Salvador dura mais de 12 horas. No Circuito Osmar, no Campo Grande, a diversão começou às 10h30 do domingoe estende-se até o fim da noite.

Por volta das 11h, a cantora Carla Perez puxou o bloco infantil que arrasta a criançada todos os anos. No início da tarde, o tradicional bloco Pierrot de Plataforma saiu às ruas, com foliões mascarados.

Uma das atrações mais esperadas foi o trio independente do cantor Saulo Fernandes, que distribuiu camisetas para os foliões na pipoca (fora do bloco). “Sinto o Carnaval se transformando, e acho isso bacana. A gente sai do lugar de conforto e arrisca outras coisas. No meu caso, a minha pipoca é uma realidade. Eu experimentei na Barra [circuito Dodô], e agora estou vendo essa galera, aqui, promovendo a igualdade. Isso é perfeito”, declarou o cantor.

Durante a tarde, o grupo Psirico, passou pela avenida e o vocalista, Márcio Vitor, apresentou-se vestido com tema voltado ao meio ambiente. Segundo ele, o objetivo foi chamar atenção para os cuidados que se deve ter com a natureza e a preservação das ruas e das praias. Em seguida, a cantora Ivete Sangalo e outros grupos de axé fizeram a festa no Campo Grande.

No meio da avenida, a cada passagem de trio, um grupo de garis, da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) varria e recolhia os resíduos deixados pelos foliões que acabavam de passar. Este ano, a prefeitura fez a coleta e a varrição nos circuitos antes e depois das apresentações, para facilitar o trabalho dos profissionais e deixar a avenida limpa para os próximos foliões.

Um dos trabalhadores que fizeram a limpeza de hoje, Valmir Pereira diz que o serviço é cansativo, mas deixa as avenidas mais apresentáveis. Ele, no entanto, acredita que os foliões poderiam sujar menos as ruas.

O pedreiro Manoel Souza aproveita o carnaval para vender adereços de cabeça. Ele diz que este ano as vendas foram um pouco menores que as do ano passado, mas comemora a renda extra. “Tenho um filho e aproveito o carnaval para trabalhar como ambulante. Não está como no ano passado, mas chego a quase dobrar a renda do mês com as vendas”, declara.

Veterana no carnaval baiano, a comerciante Luciene Machado considera tranquilo o carnaval deste ano. “Não tem muita diferença de um ano para o outro, mas a energia, a diversão e a alegria me fazem vir todos os anos com minhas amigas. Este ano está muito tranquilo. Não presenciei nenhum caso de briga ou confusão. Está valendo a pena”, disse a soteropolitana.

O Circuito Osmar, no Campo Grande, é o mais popular do Carnaval de Salvador e tem seis quilômetros de extensão. Com ponto de início no corredor da Vitória, os trios passam pelo Campo Grande e seguem para a Avenida Sete de Setembro, retornando ao Campo Grande, num percurso que dura cerca de sete horas.

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