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Romero Rodrigues é investigado na Operação Calvário suspeito de receber R$ 150 mil

Calvário investiga desvios de R$ 1,1 bilhão da Saúde do Estado e pela primeira vez alcança ex-gestor
Romero Rodrigues
Romero Rodrigues (Foto: Divulgação/Codecom-CG)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) protocolou nesta quarta-feira (24) uma denúncia contra o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), no âmbito da Operação Calvário.

Romero teria recebido R$ 150 mil para a campanha de reeleição para a prefeitura em um acordo com o empresário da Cruz Vermelha, Daniel Gomes da Silva. Daniel é delator na operação e por essa contribuição, responde em liberdade.

Segundo apuração do Correio Debate, da Rede Correio Sat, os R$ 150 mil teriam sido pagos a Romero em 2012 e se ele fosse reeleito, a organização social Cruz Vermelha assumiria o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) e o Hospital Municipal Pedro I. Conforme a denúncia, o contrato não chegou a ser validado, mas a propina teria sido repassada ao então candidato Romero Rodrigues, presidente estadual do PSD.

Outras duas pessoas são citadas na denúncia que envolve Romero Rodrigues e uma delas já aparece em outras fases da Operação Calvário.

Os promotores que assinam a denúncia pedem que seja aplicada a perda de cargo, emprego, função pública ou mandato eletivo dos envolvidos como efeito da condenação

A Calvário começou em 2018 e investiga desvios de R$ 1,1 bilhão da Saúde do Estado, durante a gestão do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Pela primeira vez alcança a gestão de Campina Grande, o que pode atrapalhar os planos de Romero, que pretende concorrer ao governo estadual em 2022.

Romero disse ao Correio Debate que vai esclarecer a situação na Justiça e provar que é inocente. Ele negou que tenha solicitado os recursos e falou ainda que a Prefeitura de Campina Grande, sob a gestão dele, nunca teve contratos com organizações sociais investigadas na Operação Calvário.

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