A ex-presidente da Federação Paraibana de Futebol, Rosilene Gomes, sofreu a terceira derrota jurídica nessa terça-feira (27). Dessa vez, o desembargador Abraham Lincoln, negou o recurso porque a defesa perdeu o prazo para o recurso. Advogado de Rosilene vai recorrer da decisão.
O processo começou a contar desde 04 de abril, mas a defesa de Rosilene só ingressou com a ação no dia 14 de maio – o prazo máximo é apenas de 10 dias.
O advogado de Rosilene, George Ramalho, vai recorrer da decisão. “O desembargador foi equivocado quanto a decisão. Ele era para contar o prazo apenas do momento em que recebeu a intimação”, salientou o advogado.
No despacho, Lincoln não deu seguimento ao recurso por entender que a defesa perdeu o prazo legal previsto no Código de Processo Civil. O advogado de Rosilene, George Ramalho Júnior, entretanto, discorda da decisão do desembargador e diz que vai recorrer.
Ele deverá entrar nesta quarta-feira (28) com mais outro recurso no Tribunal de Justiça.
Rosilene Gomes foi afastada da presidência da FPF depois comandar por mais de 20 anos a instituição. Ela foi deposta por causa de irregularidades nas eleições de 2010. Após ser derrubada duas liminares, ela resolveu dispensar o advogado Edísio Souto e contratou os advogados George Ramalho Júnior, que defendeu o Treze em 2012 no caso da Série C, além de Michelle Ramalho Cardoso.
Na primeira ação, o desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos avaliou que a ex-presidente não poderia ingressar com um pedido em nome da Federação Paraibana de Futebol, já que ela estava na condição de afastamento e provisoriamente, não respondia mais pela entidade. Na segunda, que teve como solicitante José Maria de Lucena Filho, o desembargador entendeu que não ficou claro o real interesse do requerente, pleitear em seu nome, o direito de Rosilene Gomes.