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Ruas de João Pessoa ainda estão cheias de lixo

João Pessoa está há mais de uma semana com a coleta de lixo irregular. Pelo menos, essa é a realidade em vários bairros da periferia em razão do fim do contrato de uma das empresas que realiza o serviço. Porém, enquanto no Jardim Cidade Universitária, que fica na Zona Sul, os coletores das casas estão transbordando, o lixo acumulado nas calçadas e o mau cheiro atraindo insetos, em Tambaú e Cabo Branco as ruas estão limpas.

“A limpeza da orla mostra que a prefeitura está preocupada apenas em ‘maquiar’ a cidade para os turistas, mas o problema mesmo é visto nos bairros ‘escondidos’ dos visitantes de temporada”, disse a pensionista Maria Aparecida Ferreira, que mora na Cidade Universitária. No local, a coleta passa nas terças e sextas-feiras, mas, segundo ela, são oito dias sem o serviço.

O aposentado José Ribeiro da Silva também mora no mesmo bairro, na Rua Nurisman de Andrade Carneiro, uma das que, até a manhã de ontem, estava tomada pelo lixo.
“Faz dias que o caminhão não passa por aqui. Eu não costumo sair muito de casa e não tenho visto a coleta ser feita. O lixo está ficando acumulado, gera um mau cheiro e nós é que pagamos por isso”, declarou.

Mesmo com os depoimentos dos moradores e a constatação da nossa equipe de reportagem, que esteve no local, a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana de João Pessoa (Emlur-JP) garante que desde ontem já tinha equipe trabalhando em alguns trechos do bairro.

No último dia 28, o Jornal CORREIO publicou reportagem sobre o problema, mostrando a situação no bairro Castelo Branco, onde os moradores, cansados de esperar pela coleta, passaram a depositar o lixo em dois coletores que ficam na área externa do mercado público do bairro. O problema é que os coletores também estavam cheios e o lixo espalhado pelo terreno.

Força-tarefa vai limpar a cidade

A Prefeitura de João Pessoa formou uma força-tarefa para manter regular a coleta domiciliar em vários bairros da Capital. Também está sendo discutido o apoio das empresas terceirizadas que mantém contrato de limpeza urbana com a Emlur-JP.

“Nossa expectativa é que a coleta se regularize com a chegada de todos os veículos contratados emergencialmente que irão se somar a estrutura da Autarquia. Nós estamos buscando a parceria com as empresas para reforçar a coleta domiciliar, que é o serviço que exige uma maior estrutura”, explicou Lucius Fabiani, superintendente da Emlur.

De acordo com o planejamento de limpeza urbana, a cidade é dividida em três lotes, que tem contratos independentes entre si com a Prefeitura. Um dos contratos se encerrou semana passada e, para suprir a ausência do serviço, a Emlur firmou contrato emergencial com a EMS- Serviços Eireci (do Ceará). O contrato permanente, previsto para quatro anos, está em processo licitatório.

Ouvidoria para denunciar agressão ao meio ambiente

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (Seirhma) está disponibilizando mais um serviço na Ouvidoria do órgão para a população. Trata-se de um canal para receber denúncias de agressão ao meio ambiente, instituído neste mês de janeiro. O acesso para registro de reclamações pode ser feito pelo site, bem como pelo portal do Governo, clicando no órgão correspondente à denúncia.

Ao acessar o sistema, o demandante vai encontrar um formulário para o registro da denúncia, não sendo obrigatório o preenchimento dos dados pessoais solicitados. Após o envio da demanda, a Ouvidoria terá até 20 dias para responder, já com as providências a serem tomadas pelo órgão. Além deste serviço, a Seirhma também recebe denúncias relacionadas a infraestrutura e recursos hídricos, desde a instalação do setor há seis anos.

Segundo a ouvidora Andaluzia Maria Medeiros, neste primeiro mês de funcionamento, a Ouvidoria do Meio Ambiente já recebeu denúncias de extração indevida de vegetação, de solo e de despejo de resíduos em trilhas da Mata Atlântica. “As denúncias foram da Capital e do interior do Estado e já foram encaminhadas à equipe de fiscalização para coibir a ação”, afirmou.

A ouvidora solicita a utilização do serviço por ser o meio mais fácil e rápido entre o público e o órgão. A fiscalização da equipe da Seirhma ocorre em parceria com a Polícia Ambiental e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).

Receber reclamação, denúncia, elogio, sugestão e identificação. A Ouvidoria foi regulamentada no âmbito do Executivo Estadual pelo Decreto nº 38.309 de 21 de maio de 2018 e pela Lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017, que dispõe sobre a participação, proteção e defesa dos direitos do usuário de serviços públicos da administração pública de que trata o parágrafo 3º do art. 37 da Constituição Federal.


*Lucilene Meireles, do Jornal CORREIO

ATUALIZAÇÃO

Os moradores do bairro Jardim Cidade Universitária, em João Pessoa, que
amargaram mais de uma semana sem a coleta regular do lixo doméstico, estão
aliviados com a retirada dos resíduos realizada no início da tarde de ontem. O
problema ocorre desde o fim do contrato da empresa Marquise Ambiental, uma das
que realizam o serviço na Capital paraibana.

A empresa era responsável pelo recolhimento dos resíduos no lote dois, que inclui bairros como Castelo Branco, Rangel, Cristo Redentor, Funcionários I, Bancários, Anatólia, Quadramares, Portal do Sol, Cruz das Armas, Bairro das Indústrias, Jaguaribe, Tambaú, Cabo Branco, Manaíra, Penha, Seixas.

Desde que o contrato expirou, a coleta tem sido feita por agentes de limpeza
da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) com equipamento
próprio. A Emlur anunciou, inclusive, que está sendo feita a coleta emergencial nos
bairros afetados para retirada do lixo acumulado.

“Moro aqui no bairro e, realmente, é um grande alívio não me deparar com as
montanhas de lixo que estavam se formando nas calçadas. O mau cheiro estava
incomodando demais, sem contar com as moscas. O serviço de coleta aqui é sempre
pontual. Infelizmente, nos últimos dias não foi”, declarou a cabeleireira Roberta Mota.

Problema do lixo foi resolvido em rua do Jardim Cidade Universitária (Foto: Reprodução)

* Texto atualizado às 9h30

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