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Sabe o que é vício ou compulsão?

Psicólogo especialista do Unipê diferencia as condições

Estresse, ansiedade, medo, entre outros, têm sido relatos comuns após a pandemia pela Covid-19. Para aliviar esses sentimentos, uma rota de fuga acaba sendo escolhida pelas pessoas. Pode ser comprar produtos ou serviços pela internet, aumentar o consumo de álcool e até fazer uso de drogas ilícitas. No entanto, se não observados, esses comportamentos podem adoecer as pessoas, deixando-as com um vício ou uma compulsão.

O que seria cada uma dessas condições? Clinicamente, elas têm uma característica psicopatológicas. A compulsão se caracteriza por uma ação ou comportamento no qual a pessoa não se sente satisfeita. Torna-se um padrão repetitivo, pois ela refaz a ação várias vezes em pouco tempo, como comprar algo. Elas descrevem a sensação de alívio de ansiedade, desconforto e até sofrimento psicológico após ter consumado o desejo.

“O problema é que essa satisfação dura pouco tempo e o comportamento tende a retornar para o padrão repetitivo. A compulsão, diferente do vício, não se limita a apenas um âmbito ou objeto, muitas coisas podem entrar no padrão compulsivo”, explica o Prof. Me. Linniker Matheus Soares de Moura, de Psicologia do Unipê.

Já o vício, explica Linniker, é a sensação de necessidade e dependência compulsiva por uma ação ou substância específica para atingir um estado de alterações psicológicas. “O vício é mais intenso, pois pode trazer consequências mais sérias caso não seja suprido naquele momento, por exemplo, pessoas que ficam inquietas ou até passam mal caso não possam suprir seu vício”, coloca. Além da dependência química, um vício pode ocorrer com redes sociais, compras e comida, por exemplo.

Segundo o professor do Unipê, as origens dos vícios e compulsões são multifatoriais, incluindo condições sociais, econômicas, políticas, sociais, biológicas e psicológicas. O estilo de vida e as experiências pessoais também influenciam na aquisição e manutenção dessas condições. O diagnóstico e o tratamento deles, em geral, são acompanhados por profissionais. Mas, Linniker dá pistas que ajudam a ver que alguma ação ou algum comportamento podem ser adversos para o indivíduo.

“A pessoa pode começar a observar seu repertório de comportamentos e se fazer algumas perguntas: ‘esse comportamento está sendo saudável para mim?’, ‘Tem me causado prejuízo funcional (social, trabalho, econômico, psicológico, médico, entre outros)?’, ‘Está em um ritmo diferente de outros comportamentos que tenho?’, ‘Está me mantendo por um tempo maior e também traz uma sensação final de culpa e desconforto?’. A depender das respostas, pode-se haver indícios de um padrão prejudicial de comportamentos”.

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