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Sa?de

Em todas as consultas à opinião pública, saúde é disparada a área de maior deficiência e queixas da população. Essa semana, um homem precisou se acorrentar em frente a um hospital de João Pessoa para conseguir socorro e atendimento digno para a mãe diabética na iminência de perder o pé.

A situação é agravada por falta de condições adequadas dos hospitais do Interior do Estado em oferecer atendimento básico e digno, dificuldade piorada quando falamos de especialidades. O caso da mãe do homem acorrentado é um exemplo. Ele veio de Sapé pela insuficiência de estrutura no hospital de sua cidade de origem.

Em Uiraúna, um homem recorreu ao Correio Debate (Correio Sat FM) como última instância na sua odisseia de quase dois anos em busca de uma cirurgia ortopédica, necessária após sequelas de um acidente de carro. Nesse período, vive da cama para a cadeira de rodas com a vida limitada aos 59 anos de idade.

Esse será outro paciente que precisará se deslocar do extremo oeste paraibano para ‘conquistar’ sua cirurgia de bacia no Hospital de Trauma de João Pessoa, cujo diretor (Edvan Benevides) entrou rapidamente em ação tão logo soube da situação. Diligente, Benevides intermediou uma providência até então represada pela falha num sistema de saúde em que o cidadão do Interior fica praticamente condenado quando tem a infelicidade de ser acometido por doença ou acidente mais grave.

Os dois casos ilustram a consequência final: hospitais superlotados nos grandes centros do Estado. Aí, padecem no caos das filas e da falta de leitos os doentes da Capital e os que migram de longe em busca de socorro e alento, juntos. Um tema sério que não pode faltar no debate dessas eleições na Paraíba. Hora de discutir soluções porque o problema o povo já está cansados de saber. E sofrer.

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