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Secret?rio questiona PSDB: “Consulta deveria ter sido em 2010, quando apoiaram Ricardo”

O secretário de Comunicação do Estado, Luís Torres,  analisou o anúncio feito nessa segunda-feira (24) pelo senador Cássio Cunha Lima a respeito da consulta popular que será feita pelo PSDB para decidir se terá ou não candidatura própria ao Governo do Estado. Para o secretário, foi um “movimento de rompimento e unilateral, por parte do PSDB e do senador”.

Luís Torres avaliou que a disputa deste ano será entre “quem quer chegar ao pode apenas pelo poder, contra quem tem o poder de trabalhar”. O secretário frisou que o governador Ricardo Coutinho só estaria receoso de uma eventual disputa se a avaliação de sua gestão não apontassem números positivos. 

“Fica claro que esse movimento do PSDB é unilateral e aí, para que não se coloque outra tese em cima, para se dizer que houve por parte do governador isso ou aquilo… Esse é um movimento de rompimento, de afastamento, se querem usar um eufemismo, mas decidido, pautado, conduzido única e exclusivamente pelo PSDB e pelo senador Cássio Cunha Lima”, frisou.

Em entrevista ao programa Rede Debate, da Net Digital canal 27 Digital, Luís Torres, falando em nome do governador, afirmou que Ricardo Coutinho “não deixará que o processo eleitoral contamine a sua gestão”.

“Enquanto Cássio fazia esse anúncio, o governador  estava trabalhando, focando na administração […] Ele estava assinando ordem de serviço de duas escola em Sousa. A questão do PSDB nem foi levada para lá. Segundo Ricardo, as pessoas acham que a gestão é feita em três anos, que em ano de eleição não se governa, mas se governa sim, é o que sempre disse. O quarto ano da gestão é o mais produtivo”, afirmou.

Luís Torres questionou o real motivo do senador Cássio romper com o PSB: “Qual foi a causa proferida ou apresentada pelo PSDB para uma posição como essa? Se fala em colocar uma consulta popular para decidir se é candidato ou não, mas eu pergunto:  isso foi feito em 2010, quando ele decidiu apoiar o governador, vocês se lembram de consulta?”.

Ele criticou a atitude ‘mascarada’ de Cássio e afirmou que falta coragem para assumir o real motivo do fim da aliança. “Não adianta procurar justificativas para aquilo que é claro. É preciso ter posições, é preciso ter umas coragens para dizer: ‘eu quero romper’. Não adianta ficar criando e construindo justificativas porque o povo não é besta”, desferiu.

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