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Seguran?a nas escolas II

A propósito da Coluna de ontem, o secretário de Segurança Urbana, Geraldo Amorim, levantou contrapontos respeitosos à tese de segurança privada e até de detector de metais nas escolas. Como sempre, o fez educada e inteligentemente, enriquecendo a discussão de um debate inadiável, ao nosso sentir.

Amorim lembrou que as escolas municipais são vigiadas, “protegidas diariamente, pela Ronda Escolar”, que o adolescente infrator matou por motivo passional, “portanto, impossível de ser previsto”, e que as câmeras da Prefeitura flagraram e identificaram o autor do crime.

Sobre o uso de detector de metais, o secretário não vê efeito prático “porque os alunos entram e saem em massa dos educandários”. Só serviriam os do estilo raio- x usados nos aeroportos, equipamentos “caríssimos” e alvo de crítica de quem acha que a medida “constrangeria e invadiria a privacidade dos alunos”, por afrontar o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Houve também manifestações semelhantes de leitores da Coluna, asseverando que projetos de utilização de detectores naufragaram em várias cidades, por questões legais. A tese atropelaria o Plano Nacional de Educação, por “submeter à comunidade escolar a um mecanismo de força incompatível com o ambiente educacional”.

Na ótica do secretário e de parte dos leitores, a escola Violeta Formiga, palco da barbárie que reascendeu essa polêmica, até estava preparada para salvar os alunos de perigos externos. O mal, porém, estava bem ao lado e poderia se expressar em qualquer outro lugar.

O que é verdade, mas não anula a dura constatação de que nossas escolas públicas, no geral, estão completamente vulneráveis a esses e outros casos. Só não pode mesmo é ficar como está: professores amedrontados e alunos à mercê da violência. Inclusive, a previsível.

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