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Sem perder a fineza

Pelos muitos problemas que enfrentou em razão do favoritismo de Cássio Cunha Lima e perda de aliados, Ricardo Coutinho realizou sua convenção em 2014 sem vice. Lígia Feliciano foi anunciada só na noite de 1° de julho, numa coletiva. Era a garantia do apoio do PDT e também uma campinense bem conhecida, que poderia melhorar suas chances na terra do adversário.

Desde a posse, Lígia Feliciano, que é médica e empresária de sucesso, se comporta como a vice ideal: extremamente discreta, prudente e modesta. Desempenha missões que lhe são confiadas sem tentar competir com Ricardo. Aliás, sempre encontra uma forma de enaltecer suas realizações, colocando-se como coadjuvante.

Com a proximidade da metade do mandato, e como o PSB não trabalhava um nome próprio, Lígia foi apontada como candidata natural ao governo em 2018, especialmente pela possibilidade de Ricardo renunciar para concorrer ao Senado. Nessa hipótese, ela assumiria em 16 meses e poderia disputar a reeleição no poder.

O nome de Lígia permaneceu como único no bloco governista por pouquíssimo tempo. Ricardo apressou-se em dizer que poderia ficar até o fim do mandato. Depois, ganhou a concorrência dos deputados Gervásio Maia (futuro presidente da Assembleia) e Estela Bezerra, ambos do PSB.

Nem assim, a vice-governadora mudou seu estilo ou avançou o sinal, o que não significa que não alimente o sonho de governar a Paraíba. Mostra apenas que não pretende antecipar etapas, como deixou muito claro no encontro com prefeitos do seu PDT, ontem.

Palavras de Lígia: “Eu acho que o caminho natural das coisas é dar tempo ao tempo. […] 2018 é um assunto que a gente deve tratar em 2018. O momento é de trabalho junto ao governador”.

Para que a pressa, se o tempo é inexorável? Quando abril de 2018 chegar, Ricardo Coutinho terá que decidir seu futuro. Se for sair, vai querer deixar uma adversária ou uma aliada no governo?

Damião Feliciano, o marido de Lígia e presidente do PDT, antecipou que vai tentar a reeleição, ou seja, avisou que a esposa é sua prioridade. Ela descartou aceitar qualquer “premio” em troca da renúncia à posição na linha sucessória. Cumprirá o mandato para o qual foi eleita. Deu recado forte, sem abrir mão da elegância de sempre.

TORPEDO

Temos o consenso de que ainda é cedo para pensar muita coisa. São dois anos. O momento agora é de conversar sobre trabalho, gestão hídrica, desemprego e tantas questões emergenciais.

Da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), ao ser questionada sobre conversas com Ricardo Coutinho a respeito de 2018.

Chapa…

A chapa da Mesa do TJPB está completa: João Alves para presidente, Leandro dos Santos para vice e José Aurélio da Cruz para corregedor-geral. E conta com o apoio do grupo que tem sido majoritário na Casa.

… fechada

Antes, o desembargador José Aurélio da Cruz anunciou a retirada do seu nome da disputa para a presidência, assim como fez Leandro dos Santos. A eleição no Tribunal de Justiça da Paraíba será no próximo dia 16.

Receita extra

A Paraíba vai receber fatia extra de R$ 428,9 milhões do governo federal com a partilhados recursos oriundos da legalização de ativos de brasileiros no exterior, que resultaram em receita de R$ 50,9 bilhões.

Receita extra 2

O governo do Estado deve receber R$ 244 milhões e os 223 municípios, mais R$ 184,997 milhões. E como os recursos não são vinculados, os gestores poderão usar para pagar a folha, fornecedores ou novas obras.

ZIGUE-ZAGUE

Boa notícia: A consultoria Tendências prevê que o Brasil vai crescer 1,5% no próximo ano, e que a expansão da economia será maior em três regiões.

Pelo estudo, o Norte vai liderar a reação (3,9%), com o Nordeste(2,3%) e o Centro-Oeste (2,2%). Sudeste e Sul ficarão abaixo da média – 1,4% e 1,3%.

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