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Semam alerta sobre riscos do descarte irregular de lixo nas praias da Capital

Sujeira impacta espécies marinhas e reduz a balneabilidade, índice usado para verificar a qualidade da água destinada à recreação
Descarte errado de lixo polui meio ambiente e coloca saúde humana e de animais em risco (Foto: Divulgação/Secom-JP)

O ato de jogar lixo nas praias além de ser falta de educação, pode causar sérios danos ao meio ambiente. A Secretaria de Meio Ambiente (Semam) alerta que além de impactar as espécies marinhas, os resíduos descartados nas praias também interferem na vida dos banhistas, que podem se ferir com determinados objetos. A sujeira também reduz a balneabilidade, que é o índice usado para verificar a qualidade da água destinada à recreação.
 
“Descartar lixo na orla é extremamente danoso para o meio ambiente, uma vez que o material deixado como plásticos, garrafas pet e garrafas de vidro, demoram muitos anos para se decompor. Se esse lixo for para o mar, causa muitos danos aos animais, principalmente para as tartarugas marinhas, que muitas vezes morrem pela ingestão de plásticos”, destacou o diretor da Divisão de Estudos e Pesquisas (Diep) da Semam, Sérgio Chaves.
 
Sérgio orientou sobre a necessidade da população recolher o seu lixo quando for à praia. “Mesmo com a limpeza diária feita pelos profissionais da Emlur, a falta de consciência de algumas pessoas causa muitos danos. O ideal é que cada pessoa que for à praia recolha seu lixo em sacos plásticos para não causar danos ao meio ambiente”, concluiu.
 
O casal Marcos e Flávia Alves, moradores de Belo Horizonte-MG, estão seguindo à risca as orientações. Os turistas sempre andam com um saco plástico para recolher todo o lixo produzido. “Acho muito importante esse cuidado. Já passamos por várias praias do Nordeste e as de João Pessoa são as mais limpas. Estamos fazendo a nossa parte para deixar a praia limpa”, disse Flávia.

A Autarquia de Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) faz a coleta de lixo diariamente em todas as praias de João Pessoa. A ação conta com um efetivo de aproximadamente 90 agentes entre catadores, varredores e operadores. A limpeza é feita desde a orla do Bessa – na divisa com Cabedelo – até a Barra de Gramame.

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