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Senador do Psol reage ? articula??o de Bolsonaro para Direitos Humanos: “Deus nos livre”

A pretensão do deputado federal  Jair Bolsonaro (PP-RJ) de comandar a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados foi rechaçada, nesta sexta-feira (7), pelo senador do PSOL e pré-candidato a presidente da República, Randolfe Rodrigues (Psol-AP). “Deus nos livre que isso aconteça”, disse, após participar de
palestra na seccional paraibana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre a
reforma política.

Em setembro de 2013, Randolfe acusou Bolsonaro de ter lhe dado um soco no rosto,  pouco antes da visita de integrantes da Comissão da Verdade do Senado ao prédio do antigo DOI-Codi, atual 1° Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Bolsonaro negou a agressão.

O senador do Psol fez questão de dizer que respeita o deputado, mas não poderia aceitar sua indicação para a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, com apoio de Marcos Feliciano. “Deus nos livre que isso aconteça e que a Câmara dos Deputados não
permita , eu respeito o deputado, mas ele não tem nada de direitos humanos
para presidir a comissão”, disse.

Bolsonaro diz que já conta com o apoio do líder do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE). Para Randolfe Rodrigues, o deputado ‘progressista’ representa “a reencarnação do que o Brasil já superou”.

O PP tem o direito de presidir duas comissões neste ano e pode optar pela Comissão de Agricultura e a dos Direitos Humanos. Deputados do PT também trabalham para que a comissão volte ao comando da legenda, principalmente depois da passagem de Feliciano. Bolsonaro disse que não teme possíveis resistências que seu nome enfrentará, especialmente por suas posições em relação à causa dos direitos humanos.

Na sua palestra, Randolfe destacou que única e verdadeira reforma política
possível no Brasil é a proposta pela OAB, através da Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI), que o propõe o fim do financiamento de campanhas
políticas por empresas privadas. Ele acrescentou que a “minirreforma eleitoral
aprovada no Congresso Nacional não existe, pois a maioria dos parlamentares não
tem vontade de mudar nada”.

“Reforma política pra valer é o fim das
doações de empresas em campanhas eleitorais. É esta Ação Direta de
Inconstitucionalidade movida pela Ordem dos Advogados do Brasil. É em torno
desta ADI que a cidadania tem que se envolver, se mobilizar. Os parlamentares
tem que se mobilizar em torno desta ADI e ir ao Supremo para que ainda este ano
a Ação da OAB seja acatada e a doação de empresas privadas em campanhas chegue
ao fim já nesta eleição. Esta a ADI da OAB repõe a Constituição, por que a
doação de empresas claramente fere os princípios constitucionais da república,
da democracia e da igualdade no processo eleitoral”, declarou.

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