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Senadores paraibanos não têm dúvida do afastamento definitivo de Dilma

Três senadores paraibanos não têm dúvida do afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo Senado Federal, ao final da votação da sessão histórica desta quarta-feira (12). Raimundo Lira (PMDB) aposta que o placar alcance até 55 votos. José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) também apostam num placar que já aponte para o quórum qualificado (54 votos, no mínimo) necessários para cassar em definitivo o mandato da presidente.

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Maranhão disse que a sessão desta quinta-feira é o primeiro passo para afastar a presidente da República. Ele, contudo, ao ‘Correio Debate’ da TV Correio, deixou claro que não tem dúvida nenhuma que o plenário vai se decidir pelo impedimento definitivo de Dilma, na sessão futura que será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro.

O senador Raimundo Lira avalia que, como a composição da comisssão processante será a mesma da comissão especial que aprovou o parecer de Antônio Anastasia (PSDB-MG), não haverá a necessidade de esgotar o prazo de 180 dias para concluir os trabalhos. Segundo ele, na metade desse tempo (90 dias) deverá haver a sessão derradeira da votação do impeachment

Cássio lembrou que já tem 41 votos e pode alcançar facilmente nesta quarta um quórum qualificado, que representaria 54 votos, o que sinaliza para uma aprovação definitiva do impeachment da presidente. “O Senado Federal fará justiça com o afastamento temporário pelos crimes gravíssimos que ela cometeu. E as pessoas estão entendendo cada vez mais que foram os crimes praticados pela presidente Dilma que empurraram o Brasil para esta que é a mais grave crise da nossa história. Acredito que teremos muito além da maioria simples necessária, que são 41 votos para o afastamento temporário. E conseguiremos, inclusive, ultrapassar os 54 votos necessários para o afastamento definitivo”, afirmou.

Cássio Cunha Lima ressaltou que essa é a oportunidade do Congresso Nacional, em sintonia com o apelo popular, dar um novo futuro ao Brasil. “O que se quer é uma República de verdade. Com transparência, com acessibilidade, com garantia de informações, sem um Estado aparelhado. E se chegamos até aqui, chegamos graças ao povo brasileiro desatrelado a qualquer partido político desvinculado de qualquer governo. O povo genuíno, o povo brasileiro que foi às ruas e que ao lado da imprensa livre permitiu que o país chegasse a esse momento.”

Caso o Senado aprove a abertura do processo de impeachment, o vice Michel Temer, do PMDB, assumirá o cargo assim que for notificado da decisão. Dilma deve ser a segunda presidente afastada para ser julgada politicamente pela acusação de crime de responsabilidade desde a redemocratização, repetindo Fernando Collor em 1992.

Assista as entrevistas dos senadores José Maranhão e Cássio Cunha Lima ao correspondente em Brasília, Edinho Magalhães, no ‘Correio Debate’ da TV Correio:

 
Correio Debate – Edinho Magalhães… por tvcorreio

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