O servidor público estadual acusado de tentar matar a ex-companheira a facadas depois de uma discussão, foi condenado a 10 anos e 8 meses de prisão. Antônio Araújo Quinho, 39 anos, recebeu a pena por homicídio qualificado tentado, mas vai recorrer da decisão em liberdade. A sentença foi proferida na madrugada desta sexta-feira (13), depois de 12 horas de julgamento. O crime ocorreu em dezembro de 2011.
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Segundo o 1º Tribunal do Júri, onde ocorreu o julgamento, os interrogatórios começaram por volta das 14h dessa quinta-feira (12). Foram ouvidos o réu, a vítima e testemunhas de defesa e acusação. Após o corpo de jurado se reunir, o juiz Antônio Maroja Limeira Filho deu a sentença.
Para o promotor de Justiça Francisco Sarmento como não houve o homicídio consumado, mas do tipo ‘tentado’, a pena foi justa. “A defesa do réu disse que a condenação foi exacerbada e vai recorrer da decisão. Mas acredito que foi justa, devido o modo ter sido tentado e não consumado”, falou.
Segundo relatos de familiares, enquanto o casal mantinha um relacionamento, o acusado já batia na vítima. No dia em que ocorreu o crime pelo qual é julgado, Jaqueline estaria dormindo em casa quando teria sido surpreendida por agressões e facadas. Ela foi colocada em um carro e, quando estavam passando pela Avenida Rui Carneiro, na Zona Leste da cidade, ela conseguiu abrir a porta e se jogar do veículo em movimento. Ela foi encontrada nua e bastante ferida. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência a conduziu ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, onde recebeu os cuidados médicos.
Após a ex-companheira se jogar, Antônio fugiu e bateu o carro em um muro nas proximidades. Ele abandonou o automóvel e ficou um tempo foragido. Ele chegou a ser preso e foi liberado após 30 dias. O veículo passou por perícia e foram constatados indícios das agressões.
O acontecido deixou traumas na vida de Jaqueline. Hoje, segundo ela pôde relatar, além das cicatrizes físicas, também apresenta problemas psicológicos como depressão. Ela tem medo de sair de casa e não gosta de estar desacompanhada.
Confira abaixo uma matéria da TV Correio HD na época do crime: