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Sinfônica da PB executa composições de brasileiros em concerto nesta quinta

Músicas de dois compositores brasileiros abrem o concerto que a Orquestra Sinfônica da Paraíba apresenta, nesta quinta-feira (7), com regência do maestro Marcos Arakaki, que foi regente titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba no período de 2007 a 2010. Os compositores Edino Krieger e Eli-Eri Moura vão prestigiar a apresentação, que terá a participação, como solistas, dos músicos Ulisses Silva e Nilson Galvão. O 6º Concerto Oficial da Temporada 2018 da sinfônica paraibana começa às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. Os ingressos custam R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).

A noite de concerto inicia com a execução de “Abertura Brasileira”, de Edino Krieger compositor brasileiro que nasceu em Brusque, Santa Catarina, em 1928, e foi um dos criadores das bienais de música contemporânea e da Orquestra Sinfônica Nacional.

Em seguida, ao lado do violista Ulisses Silva e do violoncelista Nilson Galvão, os músicos da OSPB executam “Armorialis – Concerto Duplo para Viola e Violoncelo (Romance, Incelença, Desafio)”, de Eli-Eri Moura, nascido em Campina Grande (PB), em 1961, professor da Universidade Federal da Paraíba e idealizador e fundador  do Laboratório de Composição Musical da UFPB, o Compomus. A noite será encerrada com a execução da “Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op. 92 (Poco sortenuto – Vivace, Allegretto, Presto – assai meno presto, Allegro con brio)”, do compositor alemão Ludwig Van Beethoven (1770 – 1827).

“Vai ser um concerto muito especial porque a gente vai contar com a presença do Egino Krieger, um dos compositores mais importantes da história da música brasileira”, disse o maestro Marcos Arakaki. “Ele completou 90 anos este ano e tem uma carreira linda. Foi presidente da Academia Brasileira de Música, foi diretor da Funarte e criou a Bienal de Música Contemporânea. Um músico superimportante. A gente vai tocar dele a Suíte Brasileira”, completou.

“Depois, vamos tocar uma música do Eli-Eri Moura, que é o Concerto Armorialis, para viola e violoncelo”, continuou o maestro. “Sobretudo viola é um instrumento um pouco mais difícil da gente ver obra como solista, então vai ser um grande prazer tocar com Ulisses Silva e Nilson Galvão. O professor Eli-Eri, assim como Egino, são dois compositores vivos, então eu acho que esse concerto tem essa peculiaridade na primeira parte de contar com obras de dois compositores presentes no concerto”.

Marcos Arakaki destaca ainda a última obra executada nessa apresentação da OSPB. “A gente vai encerrar o concerto com a sétima sinfonia de Beethoven. Beethoven foi um compositor revolucionário no campo das sinfonias, um compositor transacional entre o período clássico e o período romântico. Então fazer a sétima sinfonia para completar o concerto vai ser uma grande alegria. Para mim em especial, que fui maestro titular da Sinfônica entre 2007 e 2010, é sempre uma grande alegria poder voltar para João Pessoa e fazer esse concerto, rever tantos amigos. Eu fico muitíssimo feliz com o convite do Márcio e do Durier, de poder fazer esse concerto com a orquestra, pela qual eu tenho um grande carinho, grande gratidão”, finalizou.

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