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Sintur-JP defende que tarifa não seja a única maneira de custear o transporte coletivo

Sindicato alega que contratos de concessões não cobrem custos da operação e dificultam investimentos
Ônibus
Foto: Divulgação

A única fonte de receita que sustenta o transporte coletivo em João Pessoa é o pagamento da passagem. A tarifa está há 15 meses por R$ 4,15 em dinheiro e R$ 4,00 com o cartão Passe Legal. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de João Pessoa (Sintur-JP) aponta que esse modelo vigente não é adequado, pois os contratos de concessões não conseguem cobrir os custos da operação e dificultam os investimentos na melhoria do transporte coletivo. 

O Sintur-JP defende a implementação de um novo modelo de contrato que abandone que a tarifa seja a única forma de pagar todas as despesas do serviço e ainda remunerar as empresas. 

No novo modelo, a tarifa deve levar em consideração a inflação sobre os itens que compõem os custos de operação e índices de produtividade.

Os contratos também devem ser mais flexíveis, permitindo a criação de descontos e serviços adicionais para atrair mais passageiros e incrementação de subsídios. Dessa forma, as tarifas podem ser mais baixas para os passageiros e o serviço se tornará mais adequado.

“Atualmente, todos os custos do transporte coletivo são bancados, exclusivamente, pelos passageiros pagantes, o que é injusto e caro. O cidadão que utiliza o ônibus não deveria pagar os impostos e as gratuidades, que são justos, mas eles deveriam ter, cada um, a sua própria fonte de custeio. Além disso, alterações em itinerários e criação de novas linhas deveriam ser rigorosamente avaliadas pelo impacto financeiro no sistema antes de serem implementadas”, afirmou o diretor institucional do Sintur-JP, Isaac Júnior Moreira. 

O posicionamento do Sintur-JP é baseado em uma nota técnica divulgada no mês de abril pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Segundo a nota, com o fim do reequilíbrio pela tarifa e a busca por serviços que satisfaçam as necessidades dos passageiros, um novo modelo mais justo para as empresas concessionárias pode ser aplicado.

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