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Sistema de ônibus de Campina Grande está falido, dizem empresários

Os empresários de transporte público em Campina Grande voltaram a fazer reclamações sobre problemas enfrentados para manter a operação do sistema de ônibus na cidade. Desde 2019 que a categoria alega séria crise financeira. Com a pandemia e as alterações na rotina de uso do transporte público, as dificuldades teriam se agravado.

O prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) manteve reunião com os empresários, na sede da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande (STTP), nessa sexta-feira (22), mas não houve conclusão sobre o que pode ser feito para reverter o problema.

“Não podemos deixar a sociedade sem o serviço, nem deixar as empresas fecharem as portas”, destacou, após ouvir os empresários Alberto Pereira Nascimento e Paulo Farias (Consórcio Santa Verônica), Agnelo Cândido e Noaldo Cabral (Consórcio Santa Maria), integrantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campina Grande.

Segundo os empresários, por conta dos aplicativos e outras medidas, o setor de transporte coletivo vem acumulando “perdas exponenciais” nos últimos anos, notadamente com a “evasão” dos passageiros. Segundo eles, houve uma redução anual que ultrapassa 2 milhões de passageiros, além dos altos impostos, como o ICMS, insumos de serviços, gratuidade no sistema, dentre outros.

O presidente do Sindicato das Empresas, Agnelo Candido, disse que elas não dispõem mais de capacidade financeira para honrar os compromissos, inclusive de funcionários, como salários e vales-alimentação atrasados, e que o sistema está falido.

Bruno destacou que as dificuldades e os problemas do transporte público não são exclusividade de Campina Grande. “O país inteiro está com o problema, e que não há uma solução prática, imediata”, disse, deixando claro que “sempre o interesse público maior é o que delineará as decisões”.

O prefeito de Campina Grande disse no dia 12 de janeiro que não há previsão para reajuste da tarifa de ônibus e do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Ele foi o entrevistado do programa Correio Debate, da Rede Correio Sat. O prefeito considerou que não há situação econômica favorável que permita reajustes, diante da pandemia do novo coronavírus.

Apesar disso, depois, a Prefeitura de Campina Grande divulgou que o IPTU terá que sofrer reajuste para correção pela inflação. Em nota divulgada pela prefeitura nessa sexta-feira (22), Bruno explicou que o repasse inflacionário é imposição legal, mas não será aplicado aumento real no imposto.

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