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Site de den?ncias aponta que maioria dos assaltos em JP e CG ocorrem durante o dia

A maioria das vítimas de roubos em João Pessoa e Campina Grande são abordadas durante o dia, mais da metade sofre assalto à mão armada e não registra boletim de ocorrência. Pelo menos é o que indica a página Onde Fui Roubado, que registrou 222 denúncias de roubos e furtos na Capital, este ano, e 163 em Campina Grande no mesmo período, colocando as duas cidades entre as 20 mais violentas do Brasil. 

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O item mais roubado foi o celular (79% em CG, 81% em JP) e os prejuízos das vítimas nas duas cidades foram contabilizados em R$ 697.198, contados os casos desde janeiro de 2012. O site tem registros de várias cidades do País, inclusive de municípios do interior paraibano, como Cajazeiras, Guarabira, Patos e Sousa. 

Os dados estão muito abaixo dos oficiais (em JP, a Secretaria de Segurança e Defesa Social registrou 2.266 ocorrências só nos quatro primeiros meses deste ano; Campina Grande teve 912 no mesmo intervalo), até pelo acesso à ferramenta, mas alguns dados parecem estar bem perto da realidade: Em JP, 61% das vítimas não registraram o boletim de ocorrências. O percentual em Campina é de 70%.

Para consulta da população

Um dos criadores do site, o empresário Fernando Sandes, afirmou que o site foi criado com a intenção de mapear a violência e preencher uma lacuna de informação para a população. “Nosso objetivo era ver como se configurava a criminalidade na cidade. Existe um repasse das notícias, mas nem sempre esse repasse tem algum valor concreto para o cidadão. Por exemplo, se você quiser ter informação como está a violência ao redor da sua residência, você não consegue ter de forma mais clara e precisa (nos órgãos públicos)”, explicou.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil na Paraíba, Isaías Gualberto, afirmou que conhece o site, mas contesta o índice de veracidade dos casos relatados. “Tem que ver a metodologia”, disse.

Sem boletim

Segundo o site, 36% das pessoas que registraram casos de assalto em João Pessoa procuraram a delegacia para fazer um boletim de ocorrência. Em Campina Grande, o índice registrado desde janeiro é de 29%. O delegado Isaías Gualberto afirma que muitas pessoas não consideram importante o registro da ocorrência. “Subnotificação existe em qualquer lugar do mundo. Se a vítima não procura a polícia para registrar ocorrência, oficialmente, aquele dado não existe. Há vários motivos para a subnotificação: às vezes o valor do objeto subtraído é de pequena monta e a pessoa acha que não é interessante procurar a polícia para registrar essa ocorrência”, explicou.

Por conta da ausência dos registros, o trabalho estratégico da polícia fica prejudicado.

Leia matéria completa na edição desta quinta-feira (23) do jornal Correio da Paraíba.

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