Situação é crítica em mais de 50 açudes da Paraíba e não há previsão de chuvas fortes

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Dos 125 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), 53 estão em situação crítica, ou seja, com menos de 5% da capacidade máxima. Outros 33 estão com menos de 20%, 39 têm mais de 20% e não há barragens sangrando. A diminuição no volume dos reservatórios foi provocada pelo consumo, evaporação e pela baixa recarga, já que os últimos três meses foram de chuvas abaixo da média.

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Durante o mês de junho, a maior diminuição nos índices pluviométricos foi na região do médio curso do rio Paraíba, onde a queda foi de 68% em relação à média histórica. Já em julho, a bacia do rio Mamanguape teve a maior redução: 86%. “Em agosto tivemos uma queda significativa no Litoral. Durante o mês inteiro, choveu 43,1 milímetros em João Pessoa e 41,4 milímetros em Cabedelo. Para se ter uma ideia, as médias históricas nestas cidades são 140 e 130 milímetros, respectivamente”, destacou a presidente da Aesa, João Fernandes.

De acordo com a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, não há previsão de chuvas significativas no próximo trimestre. “Historicamente, setembro, outubro e novembro são meses de poucas chuvas. Claro que sempre pode acontecer um evento isolado e trazer uma eventual chuva mais forte, só que isso não é regra, mas uma exceção. Sobre a perspectiva para 2017, nós vamos avaliar o painel meteorológico em dezembro para anunciar uma previsão mais detalhada. Ainda é cedo para dizer se no início do próximo ano vamos ter boas chuvas que abastecerão nossos açudes”, explicou.

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