O Supremo Tribunal de Justiça reconheceu o Sport como único campeão brasileiro de 1987. A decisão favorável ao time pernambucano foi divulgada nesta terça-feira (8) e recebida com tranquilidade pela diretoria do Leão. Em entrevista ao site Lance!Net, o presidente do Sport, João Humberto Martorelli, disse que o clube jamais cogitou uma decisão que não confirmasse o rubro-negro pernambucano como único campeão.
“O Flamengo está esperneando, está reagindo de uma forma incompatível com as informações jurídicas. E nós vamos tentar garantir este título conquistado pelo Sport até que se esgote o assunto juridicamente. O Flamengo nunca foi o campeão. Nós já esperávamos esta decisão, estávamos embasados e muito confiantes nos nossos argumentos. A decisão do STJ foi perfeita”, disse.
Em 1987, o campeonato brasileiro foi disputado em dois módulos: o verde e o amarelo. No módulo verde, o Flamengo foi campeão, seguido do Internacional. Já a competição no módulo amarelo terminou com o Sport na liderança da tabela, tendo como vice campeão o Guarani. Campeões e vices formaram o quadrangular final, mas Flamengo e Internacional não se apresentaram nas datas definidas e foram eliminados por WO. Sport e Guarani fizeram a final em dois jogos e o Sport consagrou-se campeão brasileiro de 1987.Apesar de ter abdicado de participar da final, o rubro-negro carioca reivindica a legitimação dos resultados obtidos no módulo verde e o título de campeão brasileiro do mesmo ano.
Em 2011, a Confederação Brasileira de Futebol havia classificado ambos os clubes como campeões nacionais de 1987. Para Martorelli, a decisão da CBF foi “esdrúxula”. “O Sport jamais cogitará dividir este título com o Flamengo. A decisão da CBF foi totalmente esdrúxula, e nós nunca a aceitamos, nem quando entramos para o clube dos 13 reconhecemos o Flamengo como campeão”, reforçou.
Cabe ao Flamengo recorrer da decisão. De acordo com o especialista em direito desportivo João Herique Chiminazzo, os cariocas podem avaliar entrar com um Embargo de Declaração, caso o clube entenda que houve qualquer omissão no julgamento – ou com o próprio recurso, que seria a última instância da briga jurídica entre os clubes.