O superintendente regional do Incra na Paraíba, Cleofas Caju, classificou de “esdrúxula” a informação divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Sousa, com pedido de afastamento dele do cargo, já com prejulgamento de condenação. O MPF repassou a informação nessa quinta (11), mas o superintendente só se posicionou sobre o assunto nesta sexta (11).
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“Não houve desvio de recursos públicos, nem quaisquer outras irregularidades na nossa gestão que venham macular a imagem do Incra, ou comprometer o bom andamento da reforma agrária no Estado. O que aconteceu foi um suposto atraso no envio de informações ao MPF”, afirmou Caju, em nota da assessoria de comunicação do Incra.
“Embora tenha havido apenas o ajuizamento de uma ação, que sequer começou a tramitar na Justiça Federal, o Ministério Público em Sousa alardeou o fato nos quatro cantos do estado, levando a população ao entendimento de que eu já fui condenado”, explicou Caju.
Segundo Caju, na notícia divulgada pelo Ministério Público, existe uma contradição em relação às datas. Ele disse que, conforme o texto, as respostas aos ofícios, com as explicações solicitadas, chegaram ao MPF em Sousa em 5 e 14 de agosto de 2015. Mas, contraditoriamente, o mesmo texto diz que o MPF concedeu ao superintendente novos prazos de respostas no período de 5 de novembro de 2014 a 18 de setembro de 2015 (mais de um mês após o envio dos ofícios com as respostas). Ele concluiu que as respostas foram encaminhadas ao MPF antes do término do último prazo.
O superintendente disse ainda que os problemas tratados nos ofícios, para os quais o MPF alega não ter recebido respostas dentro dos prazos, já foram solucionados e que a suposta demora no envio de informações não causou nenhum prejuízo para a reforma agrária.
Caju falou também que todos os ofícios do MPF que chegaram ao gabinete dele foram encaminhados aos setores competentes – a maior parte deles à Divisão de Desenvolvimento de Assentamentos –, aos quais competia subsidiar as respostas solicitadas.
“Vamos agora aguardar a manifestação da Justiça Federal em relação à ação ajuizada para podermos tomar as providências jurídicas. O que há no momento é apenas uma ação, não fui condenado em nada, apesar de toda a publicidade dada ao caso pelo MPF”, concluiu Caju.