TAC pro?be com?rcio de bebidas e alimentos e acesso por barcos a motor em Areia Vermelha

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O Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo, vai passar por mudanças visando a preservação de seu ecossistema. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado por vários órgãos nessa quinta-feira (12) definiu as medidas que serão adotadas em até 60 dias. 

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Ficarão proibidas as seguintes atividades: comércio de alimentos e bebidas, consumo de alimentos fora das embarcações, utilização de mesas, churrasqueiras e cadeiras na área do Parque, uso inadequado de aparelhos de som e o acesso de embarcações de propulsão a motor. 

Conforme o TAC proposto pelo Ministério Público de Defesa do Meio Ambiente de Cabedelo , essas atividades estão causando prejuízos à fauna e flora marinha. Para evitar a degradação da área de Unidade de Conservação Integral, o documento exigiu a criação de plano emergencial para disciplinar a visitação à praia.

Assinaram o termo representantes da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Secretaria de Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Cabedelo (Semapa), Secretaria de Turismo do Estado, Secretaria do Meio Ambiente e Polícia Ambiental.  

De acordo com o secretário de Turismo do Estado, Ivan Burity, as medidas são necessárias e não irão prejudicar o setor. Para ele, é a atual situação do Parque que põe em risco o turismo. 

“O que atrai turista é preservação e ordenamento e, no entanto, o que existe hoje em Areia Vermelha é desrespeito a vida e beleza do local. O Parque tem se transformado em um verdadeiro lixão e turista não quer ver lixo. Do jeito que está o Parque espanta os turistas. Essas medidas são necessárias porque o Parque é um lugar de extrema sensibilidade ecológica e de beleza raríssima. Precisamos garantir a proteção da área”, defendeu.

Ainda conforme Ivan Burity, os comerciantes que trabalham no Parque também não serão prejudicados. “Nessa questão temos também um viés social e vamos olhar para ele de maneira sensível. Sabemos que muitas pessoas vivem do comércio no local, mas infelizmente a atividade não é compatível com as necessidades do Parque. Então vamos aconselhar essas pessoas a procurarem outras formas de trabalho. Elas podem, por exemplo, atuar na orientação de turistas em caminhadas ecológicas, mergulhos e até mesmo no transporte de visitantes em canoas”, sugeriu o secretário.

Os órgãos envolvidos na preservação do Parque irão fazer campanhas de esclarecimento e conscientização junto aos trabalhadores e população que frequenta o local.

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