Tanto Canto Coletivo Artístico (Foto: Divulgação / Thercles Silva)

‘Tanto Canto Coletiva Artística’ tem shows agendados para abril em JP

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A coletiva feminina Tanto Canto já tem agenda definida para o mês de abril. O grupo de artistas e instrumentistas realiza dois shows em João Pessoa. Na primeira apresentação, agendada para esta quarta-feira (4), elas convidam Nathalia Bellar, dentro do projeto Usina da Música, na Usina Cultural Energisa. No dia 18, é a vez de outra apresentação, desta vez no Café da Usina.

O grupo é composto pelas artistas Laís Oliveira, Danielly Dantas, Mariana Duarte, Jinarla Pereira e Ruanna Gonçalves. O show com Nathalia promove o encontro destes múltiplos universos. Tanto Canto apresenta composições autorais e de outros artistas da região, se valendo de suas múltiplas habilidades enquanto instrumentistas para criar releituras com bastante personalidade. Já Nathalia Bellar vem com o repertório de seu disco “Catavento”, em fase de produção.

No dia 18, é a vez da apresentação à parte do grupo, que também reserva surpresas e participações especiais, como a da compositora Francinete Melo, em uma performance intimista no Café da Usina. O show, intitulado “Corpo a Tempo”, nasceu da vontade e busca do mergulho no fazer artístico feminino. “Corpo a Tempo”, segundo as cantoras, remete ao se lançar na criação sonora, jogar o corpo no seu tempo de criação, unir-se ao tempo da música, ao pulso, que sem ele não existe música, desafiando constantemente a intérprete, e que jamais pode ser perdido no ato da criação.

O “Corpo a Tempo” demonstra e lança os corpos das cinco artistas da coletiva imersos numa vivência musical que abraça as diversas maneiras de se produzir e apresentar música. Leva ao palco um passeio na diversidade musical brasileira, sendo representada pelos vários estilos e ritmos encontrados no país e traduzidos nas criações e recriações das canções escolhidas por elas.

Tanto Canto surgiu há dois anos pela iniciativa de Mariana e Danielly, duas integrantes do trio Tryá, com Rainere Travassos. “Estava sempre de olho no trabalho das artistas mulheres aqui em João Pessoa e, por conta de um convite para conversar na UFPB sobre a atuação feminina na música instrumental, a gente acabou chegando nas outras integrantes que hoje compõem a coletiva”, explica Mariana Duarte.

Elas evitam definir uma sonoridade específica, já que a ideia da coletiva é beber das mais diversas influências de suas integrantes, resultando em um produto coletivo totalmente novo. A ideia é gravar algumas das canções autorais e lançá-las através das plataformas de streaming ainda este ano.

Elas

Tanto Canto é um projeto que tem como objetivo explorar as várias maneiras de interpretação e criação sonora, que, com formações e atuações diversas, interpretam canções de compositoras e compositores brasileiros consagrados, mesclando com músicas autorais.

Laís Oliveira é natural de Campina Grande, na Paraíba, e se tornou bacharel em Música pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Atualmente, faz mestrado em Música na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e compõe o quadro de músicos da Orquestra Sinfônica da Paraíba, sob regência de Luiz Carlos Durier. Tem como principal companheiro de palco o violoncelo, mas não se limita ao instrumento, usando também o piano.

Os instrumentos de sopro são a especialidade da potiguar Danielly Dantas, especialmente o clarinete e o saxofone. No entanto, também atua como percussionista. Nascida em Cruzeta, pequeno município próximo a Caicó, veio à Paraíba pela música, se tornando bacharel em Música pela UFPB. Atualmente, é mestranda em etnomusicologia pela mesma instituição. Ao longo de sua trajetória musical, passou por diversos grupos, orquestras e projetos, a exemplo do Tryá.

Também do Tryá veio Mariana Duarte. Nascida na capital paraibana, atua como cantora, flautista, saxofonista e percussionista. Na UFPB, fez bacharelado e mestrado em música. Com o Tryá, ela e Danielly ganharam o prêmio Funarte de Música Brasileira, que possibilitou a gravação do primeiro CD do projeto.

Outra integrante que é natural de João Pessoa é Jinarla Pereira, cantora e percussionista que já acumulou experiência dentro do grupo de percussão As Calungas. Em 2016, ingressou no canto coral do IESP, regido pelo maestro Almir Salgueiro, desenvolvendo sua técnica vocal. Além do Tanto Canto, ela também integra o coletivo Maracastelo, que fomenta a cultura popular brasileira. Atualmente estuda canto popular, percussão, acordeom e é compositora.

A guitarrista Ruanna Gonçalves é natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Em 2013, ingressou no curso de licenciatura em música da Universidade Federal do Cariri, em Juazeiro do Norte, no Ceará. Quatro anos depois, concluiu em João Pessoa seu mestrado em Antropologia, desenvolvendo trabalhos relacionados ao diálogo entre Ciências Sociais e Música. Atualmente, coordena e ministra aulas em um projeto voluntário de iniciação ao violão na comunidade do Timbó em João Pessoa, além de atuar em projetos como Gatunas e Jamila.

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