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Técnica que imunizou crianças com doses de adultos em Lucena recebeu ordem para vacinar ‘todos’

Profissional diz que ordem que lhe foi dada foi de que poderia vacinar todos os que estivessem para se vacinar, pois a validade das vacinas estava para vencer
Lucena
Foto: Imagem ilustrativa/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesse domingo (16), por meio de videoconferência, reuniram-se a procuradora da República Janaina Andrade de Sousa e a promotora de Justiça Fabiana Maria Lobo da Silva com uma técnica de enfermagem do município de Lucena, na Grande João Pessoa, para tratar sobre fato ocorrido naquela cidade, referente a vacinação de crianças contra Covid-19 com doses destinadas ao público adulto e vencidas.

Questionada sobre os fatos, a depoente respondeu que foi contratada pela prefeitura em 22 de novembro de 2021 para auxiliar médicos e ser vacinadora de crianças, adolescentes, adultos e gestantes. Ela afirmou que aplicava todas as vacinas de rotina sendo essa sua única função e que, após a aplicação, enviava os dados sobre quem foi vacinado para a Secretaria de Saúde, sendo estes inseridos no sistema pelo setor de digitação da epidemiologia.

Ela afirmou que se queixou ao setor de imunização da Secretaria de Saúde de Lucena, alegando que estava sozinha na vacinação, sem coordenadora, enfermeira, médica ou dentista, acompanhada somente de uma agente comunitária de saúde e do motorista, e que a ordem que lhe foi dada foi de que poderia vacinar todos os que estivessem para se vacinar, pois a validade das vacinas da Pfizer estava para vencer.

A vacinação em crianças e adolescentes em Lucena, segundo a técnica de enfermagem, teria acontecido em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e em uma âncora desta unidade em um assentamento do Incra.

Conforme o depoimento, foram 36 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, vacinadas no assentamento no dia 7 de janeiro de 2022. As demais foram imunizadas na UBS, nos dias 29 de dezembro de 2021 e 11 de janeiro de 2022, período anterior ao início do calendário de vacinação para crianças entre 5 e 11 anos.

A profissional de saúde disse ainda que não recebeu treinamento sobre a vacinação de Covid-19 para adultos ou crianças, e que não foi informada de que havia diferença dos volumes das doses.

Ela revelou que não tinha conhecimento de que crianças não podiam ser vacinadas com as mesmas doses que os adultos e que não sabia que havia vacinas pediátricas em Lucena.

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