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Tecnologias modificam atendimentos no setor rural da Paraíba durante a pandemia

Medidas de distanciamento social implicaram em adaptações também para os produtores
Foto: Divulgação/BNB

Para assegurar que o crédito chegue aos produtores e agricultores no cenário da pandemia de Covid-19, os aplicativos passaram a fazer parte da rotina das atividades rurais.

Para garantir o atendimento, o Banco do Nordeste divulgou que vem realizando encontros virtuais com instituições parceiras, elaboradores de projetos e entidades de classe, reuniões que apontam oportunidades de crédito, do mini ao grande produtor.

“Temos a expectativa de que em 2021 haverá muitas demandas no setor rural na Paraíba e por isso já realizamos encontros para apresentar o FNE para o setor rural e esclarecer dúvidas sobre o acesso”, ressalta o gerente executivo Keke Roseberg. Em 2020, o Banco do Nordeste foi responsável por 72,6% de todo o crédito rural realizado na Paraíba.

As medidas de distanciamento social implicaram em adaptações também para os produtores. Em Prata, na região de Monteiro, no Cariri da Paraíba, a cliente Maria do Rosário da Silva inovou com a aquisição de duas estufas para cultivo de coentro e alface hidropônicos.

Foto: Divulgação/BNB

Mas, para manter a estrutura funcionando, o celular foi fundamental para consultar informações, fazer compras e estabelecer contato com os fornecedores do seu produto.

“Com a pandemia, tive que aprender a usar o WhatsApp. Nele, participo de grupos sobre hidroponia onde tiramos dúvidas com pessoas de todo o país. Faço contato com lanchonetes e restaurantes aqui perto para fazer entregas do nosso alface e coentro, uso a internet para fazer pesquisas e estou planejando abrir um instagram dos produtos que comercializo”, explica Maria do Rosário.

Prestador de serviços, o engenheiro agrônomo André Luiz Leite elabora projetos para custeio, investimentos e assentamentos rurais na região do Litoral Sul e Agreste da Paraíba.

André ressalta que os atendimentos por aplicativos passaram a ser mais comuns, mas que existem os momentos em que a visita presencial é necessária, cumprindo todos os requisitos de segurança.

“A comunidade nos procura por meio dessas tecnologias. Então, há o momento presencial de ir no local, conhecer a necessidade e elaborar o projeto, que também será assinado. Mas muitas etapas passaram a ser digitalizadas e passei a trocar muitas informações por celular”, ressalta o prestador, que atendeu diretamente a 70 famílias no ano passado.

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