O ataque a embaixada brasileira em Berlim, Alemanha, na última segunda-feira, reforçam a necessidade de voltar a inquirir: onde é que a gente vai parar?
Ou melhor: onde é que eles querem que a gente chegue?
E quando uso a terceira pessoa – eles – não é por mera retórica.
Não tenho dúvidas de que o apedrejamento e destruição da fachada da embaixada, assim como a onda de protestos em várias cidades brasileiras ao longo da semana – supostamente contra gastos excessivos do Governo do Brasil para sediar a Copa do Mundo de Futebol -, são orquestrações bem regidas por grupos que têm propósito muito claro de arranhar a imagem do Brasil perante o mundo.
E usam o calendário da Copa para potencializar esta má exposição.
Para estes grupos, não existem limites.
Vale desde exposições como aquela que encontrei na Toscana, Itália, onde o País é apresentado como uma “massa de infelicidade bruta” e os visitantes são informados de que não haverá Copa, até a destruição do patrimônio nacional.
O que se viu em Berlim não se pode eufemizar: trata-se de um ato terrorista.
E o Governo brasileiro tem o dever de exigir, do governo alemão, que seus serviços de informações investiguem, identifiquem e punam exemplarmente estes algozes – expulsando-os do país. Pois quem atenta contra uma embaixada pode, também, atentar contra aviões com turistas que vêm ao Brasil assistir os jogos da Copa.
Não foi mesmo pouca coisa o que fizeram na Alemanha.
Atentar contra a embaixada é atitude análoga a queimar nossa bandeira. Pois não se trata apenas de uma representação diplomática. É o um lugar sagrado; um pedaço do Brasil fora do Brasil.
E não tenha dúvida: os ataques contra a embaixada do Brasil foram perpetrados por brasileiros. Ou alguém pode supor que os alemães estariam chateados com os gastos com a Copa?
Em um texto divulgado pela internet, os depredadores – que covardemente se camuflaram com capuzes – tentam justificar os ataques. Eles escreveram em alemão, mas no final da missiva se entregam com a declaração – em português – de que “não (sic) vai ter copa”.
Sim, vai ter Copa. E, se Deus é de fato brasileiro, será um belo torneio.
Mesmo com esta massa bruta de torcedores/terroristas entrando em campo contra o Brasil.