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TJPB segue sem novidades sobre pedido de prisão de suspeito de atropelar agente

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) segue sem novidades sobre a análise do pedido de prisão preventiva de Rodolpho Carlos, suspeito de atropelar e matar o agente de trânsito Diogo Nascimento, formulado pelo Ministério Público Estadual. O Portal Correio tentou contato com o 1º Tribunal do Júri e com o juiz Antônio Maroja, que preside interinamente o órgão colegiado, mas as ligações não foram atendidas, nesta quinta (2). 


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O juiz está com o pedido de prisão temporária em mãos desde o dia 26 de janeiro, quando a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) expediram o segundo pedido.

Uma juíza de João Pessoa, que não quis se identificar, disse ao Portal Correio que não é incomum os prazos serem extrapolados em razão do grande número de processos e por haver um déficit de juízes na Paraíba, estando a grande maioria acumulando Varas, todas tendo prioridades.

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“No meu caso, por exemplo, estou com três Varas, todas com urgências para ontem e, dentre elas, urgências das urgências. O que significa dizer que estou realizando o trabalho que era para ser feito por três juízes. Logicamente, é impossível trabalhar por três, resolver o serviço de três, sozinha. Essa realidade só quem está dentro é que sabe”, disse a magistrada.

Ela disse ainda que “mesmo se desdobrando, passa a ser impossível cumprir todos os prazos, sendo possível o magistrado justificar legalmente algum prazo extrapolado, exatamente pelo grande número de processos com o mesmo prazo.”

“Não sei a situação de Maroja especificamente, mas certamente esse problema deva acontecer com ele também. Essa falta de juiz suficiente é uma realidade em todo o país, inclusive”, concluiu a juíza.

O caso

Diogo Nascimento foi atropelado na madrugada do dia 21 de janeiro quando trabalhava em uma operação da Lei Seca. O suspeito de atropelá-lo, Rodolpho Carlos, teria desobedecido a ordem de parada e avançado um Porsche sobre o agente. A vítima chegou a ser socorrida para o Trauma, mas morreu no dia seguinte.

A Justiça pediu que Rodolpho fosse preso, mas o desembargador Joás de Brito concedeu habeas corpus na madrugada do dia 22 de janeiro, antes mesmo do suspeito ser detido. O carro dele foi apreendido. Durante a semana que se sucedeu ao atropelamento, a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) formularam novo pedido de prisão de Rodolpho.

A defesa de Rodolpho alega que ele está colaborando com as investigações, entregou Carteira de Habilitação e o passaporte e que não há impunidade porque todos os requisitos legais de ampla defesa e direito ao contraditório vêm sendo cumpridos.


Repercussão nacional

A Record TV fez pelo menos três grandes reportagens sobre o caso, sendo duas levadas ao ar no Cidade Alerta nacional e uma como destaque especial nesse domingo, no Domingo Espetacular.

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