Campina Grande – Através de nota divulgada na última terça-feira, a diretoria do Campinense decidiu barrar as torcidas organizadas de treinos e jogos do clube como mandante. A decisão do presidente Willian Simões foi tomada após o clube ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com dois jogos com portões e uma multa de R$ 20 mil, devido a uma confusão que uma uniformizada do clube se envolveu no jogo contra o Central de Caruaru (PE), no Estádio Lacerdão.
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Enquanto a diretoria da Torcida Organizada da Raposa (Tora) garante que ficará longe dos estádios durante os jogos do time, a Torcida Facção Jovem promete levar os 150 integrantes fieis ao Estádio Ernany Sátiro, na partida do próximo domingo contra o Baraúnas (RN). A decisão foi anunciada pelo grupo na tarde de ontem, durante um protesto em frente ao Estádio Renatão. Cerca de 50 torcedores da Facção estiveram em frente ao Clube para demonstrar repúdio à decisão da presidência.
Para o presidente da Torcida Facção Jovem, Maxwell Queiroz, 28, a decisão de barrar a torcida foi monocrática, e representa apenas a vontade do presidente do Clube Williams Simões. “Domingo vai ser normal. Nós vamos chegar, colocar nossas faixas mais cedo, e os integrantes chegarão consequentemente próximo ao horário do jogo. Temos 150 integrantes que estarão devidamente uniformizados no estádio. Eu não vejo essa decisão como do Campinense, e sim como do presidente, que teve a infelicidade de achar que poderia empatar a gente de assistir ao jogo. Quando ele vai assistir o jogo, ou ele vai de avião, ou em um carro com ar condicionado ligado e alguém dirigindo pra ele. Eu vou sem dinheiro de ingresso, às vezes sem dinheiro pra comer, nem para pagar dívidas, só para ver o Campinense jogar. Então não é ele que vai tirar essa paixão, nem muito menos, eu vou deixar de fazer isso, porque eu gosto”, argumentou Mawell.
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