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Torcida xinga o Flamengo de ‘time sem vergonha’ à véspera da final da Copa do Brasil

Com improvisações, time é humilhado pelo Athletico-PR por 3 a 0, e organizadas prometem protesto; Gabigol, expulso, pede apoio
Flamengo
(Foto: Paula Reis / CR Flamengo)

Derrota para o Bragantino por 4 a 0 (11 dias de preparação).

Empate em 1 a 1 com o América-MG (6 dias de preparação).

Empate em 0 a 0 com o Internacional (6 dias de preparação).

Empate em 0 a 0 com o Internacional (6 dias de preparação).

Vitória contra o Botafogo por 2 a 1 (7 dias de preparação).

Derrota por 3 a 0 para o Athletico (11 dias de preparação).

O zagueiro David Luiz como volante.

O volante Thiago Maia como lateral esquerdo.

O volante Allan, comprado por R$ 43 milhões, no banco de reservas.

Gabigol na ponta direita.

O time jogou pessimamente ontem, em Cariacica, no Espírito Santo, e perdeu para o desfalcado Athletico Paranaense por 3 a 0.

O Flamengo saiu vaiado.

E Sampaoli, muito xingado.

Mas o coro que imperava era duríssimo.

“Time sem-vergonha. Time sem-vergonha.”

As organizadas convocavam ainda nesta madrugada torcedores para protestar contra a diretoria, contra os jogadores, contra Sampaoli, nesta quinta-feira, dia de reunião do Conselho Deliberativo.

As notícias de bastidores garantem que o argentino não trabalhará na Gávea em 2024.

De jeito algum.

E a diretoria já pensa seriamente em outro treinador.

O nome de Tite ganha força.

Tudo isso a quatro dias da primeira final da Copa do Brasil, no Maracanã, contra o São Paulo.

A coletiva de Sampaoli, após a derrota contra o Athletico, foi constrangedora.

O clima era de revolta da imprensa carioca.

Nem resquício da autoconfiança que era marca registrada do treinador.

Era um homem muito inseguro dando entrevista, percebendo que sua presença está se tornando indesejável.

“Sinceramente, hoje [contra o Athletico] foi um passo atrás porque vínhamos com muita ilusão. Mas o futebol… Neste clube, demanda ganhar sempre e, hoje, ficamos em dívida basicamente por nós, comissão técnica, pela ilusão que tínhamos nesse jogo, que era muito importante para nós”, começou.

“Se não foi, considero que a pressa e a obrigação que geram as pessoas sobre nós é maior do que podemos resolver até agora”, completou.

O treinador se apressou para dizer que a pressão da torcida na chegada da delegação ao Espírito Santo pesou, desviando o foco das improvisações sem sentido e do time espaçado que foi vítima do Athletico.

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