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Total de trabalhadores afastados devido à pandemia cai 56% em julho

O número de pessoas ocupadas e que estavam afastadas do trabalho devido ao distanciamento social na Paraíba passou de 329 mil, em maio, para 144 mil, em julho, o que corresponde a uma redução de 56,2%. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, divulgada pelo IBGE nessa quinta-feira (20).

De acordo com o levantamento, no mês de maio 25,4% dos trabalhadores no estado estavam afastados por conta da pandemia. Em junho, o percentual caiu para 19,8% e, em julho, ficou em 11,5%.

A coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, aponta que a redução pode indicar tanto o retorno ao trabalho nas empresas, quanto a demissão de trabalhadores.

Também foi registrada redução nos índices de trabalho remoto. Em maio, o número de trabalhadores que exerciam suas funções em casa passou de 150 mil. Em julho, 134 mil seguiam realizando trabalho remoto.

A proporção em relação ao total da população ocupada e não afastada também caiu, de 16,4%, em maio, para 12,7%, em julho. Apesar da queda, os números da Paraíba ainda estão acima das médias nacional (11,7%) e regional (9,2%).

No estado, o nível de ocupação, que indica a proporção de ocupados no total de pessoas em idade de trabalhar, ou seja, acima de 14 anos, foi de 38,7% e permaneceu estável em julho diante do verificado em junho (38,8%), mas aponta para uma queda de 1,5 ponto percentual frente ao constatado em maio (40,2%). A taxa de participação na força de trabalho também teve queda, ao passo que a taxa de desocupação apresentou um aumento gradual.

Além disso, de acordo com a Pnad Covid-19, cerca de 495 mil pessoas, que não estavam ocupadas, gostariam de trabalhar no período de referência, mas não procuraram emprego por conta da pandemia ou por falta de oportunidade na localidade.

57,1% dos domicílios receberam auxílio

No mês de julho, em 57,1% dos domicílios paraibanos, alguém recebeu algum auxílio relacionado à pandemia, como o emergencial ou a complementação paga pelo Governo Federal. A proporção permaneceu estável frente a junho, quando foi de 56,9%, mas indica alta se comparada a maio (53,1%).

O percentual aponta que esses valores foram recebidos em 721 mil residências, na Paraíba, onde o rendimento médio proveniente desses auxílios foi de R$ 940, maior do que o observado na média brasileira (R$ 896), mas inferior ao verificado para a região Nordeste (R$ 960).

Se, além desses auxílios, for considerado o pagamento de Seguro-desemprego, Bolsa-família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o percentual de domicílios que receberam algum desses valores em julho sobe para 60,5%, o que representa 764 mil residências nessas condições.

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