Tovar diz que dados do Estado para classificar CG na bandeira laranja são contraditórios

Para o parlamentar, os números apresentados pelo Executivo não batem, uma vez que afirmam que o município tem a maior taxa de transmissão do estado
Foto: Divulgação

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) questionou, nesta terça-feira (9), os dados apresentados pelo Governo do Estado para que Campina Grande fosse rebaixada para a bandeira laranja dentro da 20ª avaliação do Plano Novo Normal Paraíba. Para o parlamentar, os números apresentados pelo Executivo não batem, uma vez que afirmam que o município tem a maior taxa de transmissão do estado, com 1,15, quando a cidade tem a menor taxa de letalidade e as menores ocupações de leitos.
 
O Governo quer levar em consideração a taxa dos municípios da região polarizada pela Rainha da Borborema. “É sobre isso que estamos falando. Não justifica o Governo do Estado se basear em possíveis ocupações de pacientes vindos de outros municípios para colocar Campina na bandeira laranja. Até onde me consta é que o Plano Novo Normal é um plano que analisa a situação de município a município. Não tem como justificar a mudança da bandeira de uma cidade por estar recebendo pacientes de outras macro-regiões”, questionou Tovar.
 
Para o deputado, é preciso se analisar os dados práticos, reais e é isso que a Prefeitura de Campina Grande e o prefeito Bruno estão fazendo. “Se os dados do Estado são tão concretos, por que desmontaram os hospitais de campanha, os leitos de UTI em João Pessoa, leitos esse que caíram 42% de UTI e de enfermaria em torno de 60%”, observou, acrescentando que a cidade recebe pacientes de João Pessoa e de diversas outras cidades e vai continuar recebendo, mas que isso não pode justificar o rebaixamento da bandeira e impor fechamento de comércio, das atividades econômicas da cidade.
 
Tovar destacou ainda que a Prefeitura de Campina Grande vem trabalhando incansavelmente no combate ao coronavírus, mantendo diversas ações de prevenção e de fiscalização, intensificadas nos últimos dias. “É importante destacarmos que Campina recebeu autorização para ampliar a capacidade de UTI em 20 leitos, fora os 50 que já existem no Hospital Pedro I, e outros hospitais como o da Criança e no Isea. Campina estará recebendo também 15 novos respiradores e monitores do Ministério da Saúde e isso tem que ser levado em conta”, afirmou.
           
O deputado lembra que a questão não é de ser bairrista ou de defesa extrema da cidade, mas sim de avaliações de dados reais. “Não estamos questionando o aumento no número de casos da doença em todo o estado, mas é preciso avaliar dados reais. Campina nunca deixou de abrir as portas para nenhuma outra cidade e até chegou a atender pessoas de outros estados, mas é preciso observar essa contabilidade. Os leitos que estão sendo ocupados em Campina por pacientes de outros municípios estão sendo contabilizados pelo Governo do Estado para mudar a cor da bandeira da cidade e isso não pode ser justificativa para um rebaixamento de bandeira”, disse.

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