Tovar faz apelo para que pessoas com doenças raras sejam prioridade na vacinação contra Covid

Tovar Correia Lima (Foto: Divulgação)

João Pessoa vacinou, nesta quinta-feira (1º), pessoas com mais de 18 anos com Síndrome de Down ou Transtorno do Espectro Autista (TEA). Cerca de três mil pessoas integram esse grupo prioritário. O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) parabenizou a capital paraibana pela ação, mas fez um apelo para que este benefício da vacina contra Covid-19 alcance também portadores de doenças raras.
 
“É excelente ver que tanta gente em nosso estado já recebeu doses da vacina contra a Covid-19, celebramos essa conquista. Mas aqui, o meu apelo vai para àqueles que também merecem ingressar no grupo prioritário que são os portadores de doenças raras. Não podemos deixar de olhar com sensibilidade para este público. Peço que o Governo do Estado e as prefeituras priorizem essa parcela da população, que é pequena, mas que é extremamente vulnerável”, destacou Tovar.
 
O tucano encaminhou requerimento direcionado ao Governo do Estado solicitando a inclusão de pessoas com doenças raras na prioridade da vacinação e se posicionou por diversas vezes em relação a esta inclusão. “Aqui não falo em meu nome, mas trago a reivindicação de entidades, pais, mães e portadores de doenças raras”, disse.
 
Tovar lembrou também que a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência já obriga o poder público a reconhecer as pessoas com deficiência como vulneráveis e a adotar medidas para protegê-las em caso de situações de risco, emergência ou calamidade pública. Já a Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas) elaborou uma carta direcionada ao Governo Federal descrevendo a apreensão vivida por portadores de doenças raras diante da pandemia.
 
Segundo o documento, essas pessoas possuem, em geral, quadros crônicos e multissistêmicos, o que as colocam em um grupo de risco, junto com os idosos, com maior vulnerabilidade física e psicossocial. Estima-se que existam de seis a oito mil tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo e, no Brasil, existem cerca de 13 milhões de pessoas com algum tipo dessas doenças, segundo pesquisa da Interfarma.
 
Em um trecho da carta, eles pedem “que sejam assegurados, em caráter de prioridade, a todos os pacientes raros, o acesso aos serviços de saúdem públicos ou privados, tanto para o diagnóstico precoce quanto para o tratamento do Covid-19”. A preocupação se estende aos cuidadores familiares, “que, em decorrência desta epidemia, podem ter sua rotina ainda mais alterada, ausentando-se de seus trabalhos”.

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