Em busca de uma perfeição em um corpo que não lhe fazia bem,
a dançarina e transexual Monique Allen perdeu parte de seus movimentos. A
limitação veio após a realização de várias cirurgias plásticas por todo o
corpo. Segundo ela, a estimativa é de que pelo menos 200 operações foram feitas,
em 75 clínicas ilegais. Vinte e três foram realizadas no nariz, nove para
aumentar os seis e pelo menos 12 litros de líquido silicone.
“Eu arruinei a boa aparência que já tive”, disse. “Além
disto, tenho sérios problemas de circulação causado pela migração do silicone
injetável a diversas partes do meu corpo. Parte da pele da minha perna morreu e
eu preciso esconder com maquiagem”, continuou.
Com 58 anos, Monique Allen divulga suas fotos como forma de chamar
a atenção das pessoas que, assim como ela, estão sempre buscando a perfeição,
às vezes de forma ilegal.
“Cada vez mais mulheres morrem fazendo intervenções ilegais.
Quero que elas olhem para mim e vejam os perigos”, alertou.
Monique fez a primeira plástica aos 22 anos, para implante
de silicone. Em seguida, fez as primeiras mudanças no nariz e logo partiu para
as cirurgias que deixassem o corpo mais curvilíneo e feminino.
Aos 20 anos, assim que juntava dinheiro, a trans viajava para
o México, onde recebia injeções de silicone. Alguns dos médicos que já operaram
Monique foram presos pela morte de pacientes.