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Três pessoas de dois estados vão receber órgãos de ciclista

Três pessoas receberão rins e fígado do ciclista Walmir Pedro de Brito, de 43 anos, que teve morte encefálica oficializada pelo Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, nessa quinta (2). O pedreiro foi atropelado na quarta-feira (1º) quando seguia para o trabalho, no bairro Quadramares, na Capital.

Conforme a Secretaria de Saúde do Estado, o fígado será para um paciente do sexo masculino, de 67 anos, da Paraíba; o rim direito vai para um homem de 45 anos em Pernambuco; e o rim esquerdo vai para uma mulher de 34 anos, também em Pernambuco.

O pedreiro de 43 anos sofreu várias lesões encefálicas graves (edema cerebral difuso, hemorragia subaracnóidea traumática, hipodensidade cerebral difusa) e evoluiu para um quadro grave. O protocolo de morte encefálica foi fechado às 16h26 dessa quinta (2) e, após isso, familiares da vítima autorizaram a doação de órgãos.

“A Central Estadual de Transplante (CET) da Paraíba presta solidariedade no momento de luto da família do paciente, tão trágico o e doloroso; e explícita a importância da família doadora em salvar outras vidas e trazer esperança e vida a várias pessoas, num momento de profunda tristeza”.

O acidente

No acidente, um casal ocupava o automóvel que atingiu Walmir. Na ocorrência, a mulher se apresentou como condutora do veículo. Ela foi submetida a teste do bafômetro, que constatou que não havia ingerido bebida alcoólica.

Segundo a delegada Cléa Lúcia, além da busca pelas imagens de câmeras da área, a Polícia Civil também apura informações com testemunhas do fato, com o casal envolvido e com familiares da vítima.

Walmir Pedro de Brito foi conduzido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, onde passou por procedimentos médicos de emergência, mas não resistiu.

Antes de ser atropelada, a vítima seguia para o trabalho. Conforme declarações de familiares, ele ocupava a faixa preferencial para ciclistas na via no momento em que foi atingido pelo carro.

Motorista indiciada

A Delegacia de Acidentes de Veículos da Capital informou nesta sexta (3) que continua com as investigações sobre o caso do atropelamento do pedreiro em via preferencial para ciclistas.

Segundo a delegada Cléa Lúcia Gomes, que está presidindo o inquérito, uma equipe de investigadores foi até o local do acidente na tarde da quinta-feira (2) e fez um relatório sobre tudo o que foi coletado, bem como foram solicitadas as imagens do local e arroladas novas testemunhas.

“Nós estamos juntando esse relatório aos autos do inquérito policial e vamos ouvir outras pessoas, no entanto, essas novas testemunhas se reservaram ao direito de não terem seus nomes divulgados. Além disso, nossos agentes visitaram a família da vítima, que também será ouvida, e fotografaram o local do acidente. Estamos juntando ainda as imagens feitas por câmeras de uma floricultura e de uma escola próxima”, informou a delegada Cléa Lúcia.

O inquérito foi instaurado durante o plantão do dia 1º de janeiro, mas agora segue com diligências pela Delegacia de Acidentes de Veículos.

A princípio, houve muita confusão na hora do acidente porque havia um casal dentro do carro e não se sabia quem estava dirigindo o veículo. O homem afirmou que vinha deitado no banco de trás e a mulher era quem estava ao volante. Em exame realizado na delegacia foi confirmado que ele havia ingerido bebida alcoólica e a mulher não tinha bebido. O casal foi liberado porque não houve situação de flagrante.

Ela assumiu a responsabilidade pela direção e foi indiciada por lesão corporal culposa, mas as investigações continuam e novos fatos podem mudar o entendimento do caso. Com a morte da vítima já confirmada, ela passará a responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e não apenas por lesão corporal como vinha sendo considerado até agora.

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