
Em nova declaração controversa, o candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (30), que vai proteger as mulheres americanas “gostem elas ou não” -fala classificada pela sua adversária, Kamala Harris, de “muito ofensiva”.
“Eu quero proteger as mulheres do nosso país. (…) Eu vou fazer isso gostem elas ou não. Eu vou protegê-las de migrantes, eu vou protegê-las de outros países que querem nos acertar com mísseis”, afirmou o ex-presidente a uma multidão de apoiadores durante um comício em Wisconsin.
Nos últimos meses, Trump tem repetido que vai proteger as mulheres tornando suas comunidades mais seguras, garantindo que elas não “pensem em aborto”. O republicano é contra o direito de acesso ao procedimento -posição apontada como um dos motivos para sua rejeição na parcela feminina da população americana.
Ao insistir no discurso, na noite desta quarta, o ex-presidente disse estar contrariando a sua equipe, que o havia aconselhado a não repetir a fala. “Achamos que é muito inapropriado dizer isso”, teriam dito a Trump, segundo ele mesmo. “Eu disse: ‘Por quê?’ Sou presidente, quero proteger as mulheres do nosso país”, afirmou.
A declaração dá mais munição a Kamala, que tem tentado atrair mulheres republicanas moderadas e independentes, especialmente nos subúrbios, falando sobre seu apoio ao direito ao aborto e retratando Trump como divisivo e reacionário.
A democrata rapidamente reagiu em suas redes sociais, publicando uma série de vídeos da fala de seu adversário. “Donald Trump acha que deve tomar decisões sobre o que você faz com seu corpo. Quer você goste ou não”, afirmou. Em um comunicado à imprensa afirmou que “Trump lembra às mulheres o quão pouco ele valoriza suas escolhas”.
Nesta quinta, a vice-presidente voltou a se manifestar ao ser questionada por jornalistas em Wisconsin. “Ele não prioriza a liberdade e a inteligência das mulheres para tomar decisões sobre suas próprias vidas e corpos”, afirmou Kamala, classificando a fala de “muito ofensiva”.
Questionada sobre o assunto, Karoline Leavitt, porta-voz da campanha de Trump, não abordou as declarações. Ela disse, no entanto, que o governo de Joe Biden deixou as mulheres “em uma situação financeira pior e muito menos seguras do que estávamos há quatro anos, sob o presidente Trump.”