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UEPB traz disciplina sobre impeachment e chama de ‘golpe’

Professores do Ensino Superior de várias universidades do Brasil estão organizando disciplinas para discutir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e as conjunturas anteriores e posteriores ao processo que afastou a mineira da presidência da República. Já são pelo menos quatro as universidades que pretendem oferecer cursos analisando o processo como um golpe parlamentar. A primeira instituição da Paraíba a organizar uma disciplina é a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

O Departamento de Filosofia da UEPB, através do Grupo de Pesquisa sobre Ensino de Filosofia e Filosofia Marxista realizará o curso de extensão ‘O golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil’. A atividade, aprovada em Reunião Departamental, será coordenada pelo professor Valmir Pereira, no Campus I, em Campina Grande.

Serão oferecidas 40 vagas para estudantes e professores da UEPB que pretendem aprofundar a temática. Das 75 horas/aula previstas, 65 horas serão reservadas para a parte teórica (presencial), enquanto 10 horas serão destinadas à parte prática, que consiste na produção textual.

Esse movimento docente nas outras instituições aconteceu após o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), ter criticado a abertura da discplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, na Universidade de Brasília (UnB), alegando que a instituição fazia “proselitismo político e ideológico de uma corrente política usando uma instituição pública de ensino”.

Em resposta, o ex-reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, denunciou o ministro defendendo que Mendonça Filho teve uma conduta irregular ao ameaçar o livre exercício da docência pelo professor titular do Instituto de Ciência da Universidade de Brasília, Luis Felipe Miguel. A Comissão de Ética Pública da Presidência agora apura se o ministro cometeu abuso de autoridade no exercício do poder.

UFBA

Além da UEPB e da UnB, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) também vai oferecer uma disciplina, para discutir o impeachment. Será “Tópicos especiais em História: O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil“.

A disciplina será oferecida pelo Departamento de História (FFCH-UFBA) e disponibilizada de forma eletiva para todos os departamentos e pós-graduações da UFBA. Segundo a nota enviada pelo grupo de professores de História, Sociologia, Economia, Psicologia, Educação, Estudos de gênero, Ciência Política e Direito, a matéria está aberta ao público em geral, que poderá cursá-la como ouvinte.

Unicamp

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) planeja implantar, neste primeiro semestre, uma disciplina no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) para discutir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. A proposta é semelhante à adotada pela Universidade de Brasília (UnB), mas ainda não foi definido se a disciplina fará parte da grade oficial ou será oferecida como livre, aberta ao público.

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