
A partir da experiência dos mais de 2 mil colaboradores que trabalham em contato direto com os clientes, a Energisa, concessionária de energia elétrica com atuação na Paraíba, se prepara para implantar algumas ideias que podem impactar no atendimento da empresa. Com investimentos de cerca de R$ 500 mil, as iniciativas estão sendo viabilizadas em conjunto com o laboratório de fabricação digital (Fab Lab) da Universidade Federal da Paraíba.
A parceria teve início em maio deste ano, com a captação de propostas de colaboradores da Energisa de todo o Brasil, por meio do programa interno de inovação E-Nova. Três ideias com maior potencial de aplicabilidade foram selecionadas e, agora, estão em fase de desenho e testes.
Entre as iniciativas, uma está em fase de finalização. Conhecido como ‘identificador de elo atuado’, um equipamento plástico, de cores variadas, é instalado nos postes e ajuda a identificar, visualmente, algumas causas de falta de energia. “Quando há ruptura de alguma ligação elétrica, por exemplo, o equipamento abre uma espécie de alavanca, deixando aparente a causa da ocorrência. Assim, o eletricista age diretamente no problema, tornando o atendimento mais ágil”, explicou o eletricista Ivan Monteiro.
Após os testes iniciais do protótipo em campo e uma análise dos próprios eletricistas que utilizaram o material, o identificador de elo atuado está em fase de análise para melhorias e uma nova validação. Em seguida, será testado novamente in loco, para validação final. Por fim, o material será patenteado e oferecido às empresas que desejam produzi-lo em larga escala. A expectativa é que o equipamento já possa ser adotado na rotina dos eletricistas no ano que vem.
“A proposta é inovadora e tem como foco desenvolver iniciativas que, por exemplo, melhorem a eficiência operacional, permitam uma melhor experiência para os nossos clientes, gerem novos produtos e serviços que serão oferecidos ao mercado nacional e internacional”, afirma Lucas Pinz, diretor de Estratégia, Inovação e Novos Negócios do Grupo Energisa.
Para Pinz, a iniciativa também fortalece a transição energética, viabilizada pela tecnologia, e é uma demanda da sociedade atual. “Nossa estratégia de negócio está baseada na energia 4D (descarbonizada, digitalizada, descentralizada e diversificada) para antecipar o futuro e oferecer soluções inovadoras aos nossos clientes”, completou o executivo.