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Última tentativa

“Estive com você durante sua luta. Aprendi e cresci na minha fé. A oportunidade foi Deus que nos deu. A cada encontro eu percebia a sua evolução. Entendia a sua cura! A purificação só é possível na dor. Incrivelmente conseguia entender que eu lhe dava a Palavra de Deus e você me fazia crescer. A nossa fé ficava mais forte. Entendia que você estava evoluindo espiritualmente e a cura não estava sendo física, mas espiritual. Você foi um grande profissional, um grande guerreiro. No hospital na sexta-feira você me pediu essa foto. E ela ficará para sempre em meu coração. Jesus está contigo meu amigo Jota Júnior”.

A mensagem, escrita por minha filha Beatriz na dor da despedida, verbaliza a essência e a força que sustenta os pilares do Sistema Correio:

Somos – e agimos – como uma grande família!

Mais do que um slogan, essa é uma verdade comportamental – que se manifesta no compartilhamento de nossas lutas e na dor de nossas perdas.

E lutamos muito ao lado de nosso amigo Jota Júnior!

Como líder, Beatriz se agigantou. Estando presente em cada etapa dessa dura jornada – ora tentando viabilizar as coisas pragmáticas; ora simplesmente segurando a mão do nosso amigo e dividindo sua fé.

E não poderia ser diferente.

Quem conhece Bia sabe que ela é mais do que uma gestora; é uma matriarca que cuida, que embala, que protege. E é, principalmente, uma mulher de fé inabalável.

Ela sabe que onde tem sentimento de família, Deus está sempre presente.

Sentimos Sua presença na luta por Jota. Juntos com sua família de sangue – sempre tão forte e presente – fomos até o limite das forças. E, no caminho, ganhamos inestimáveis ajudas.

Destaco, entre tantos, a Unimed Paraíba – sua diretoria e conselho e em especial seu presidente, Demostenes Cunha Lima. Dou hoje meu testemunho de que eles não mediram esforços na tentativa de salvação.

E foram profundamente humanos quando – a despeito das poucas chances que tínhamos – decidiram colocar aquela UTI móvel no ar na última tentativa de salvar Jota Jr numa mesa de cirurgia de um hospital do Rio Grande do Sul.

Deus não quis que ele chegasse lá. Mas a chance lhe foi dada pela Unimed, que o cercou de todos os cuidados.

Nossos agradecimentos se estendem a todos que, de forma direta ou indireta, estiveram conosco na tentativa da salvação terrestre de Jota Júnior – essa incansável e egoísta luta para mantê-lo ao nosso lado.

Mas quem pode nos culpar por este egoísmo?

No mercado existe uma máxima de que ninguém é insubstituível profissionalmente.

Concordo.

Mas quem substitui, no coração, um ente querido? Quem não luta, com unhas e dentes, para manter a família unida?

A verdade, meus caros, é que quando o elo extrapola o profissional – como acontece na família Correio – é muito mais difícil simplesmente aceitar. É muito mais penoso simplesmente deixar partir.

Pois a dor vai muito além da ausência. E vira saudade intensa que lateja na nossa alma.

Jota também queria ficar. E foi um gigante de fé, ostentando um sorriso que jamais diminuiu em largura mesmo quando a doença o vencia.

Com dignidade, ele partiu.

Deixando, desse lado de cá, uma família cada dia mais unida.

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