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Um amor plat?nico

Apesar de muitas conjecturas, ao longo de cinco séculos a história do quadro mais famoso da arte pictórica ainda permanece em intrigante mistério, principalmente pela enigmática expressão facial e o riso triste do rosto feminino retratado.

Estaria o portentoso autor enamorado da Gioconda ao colocá-la sob a mira do seu mágico pincel? Era ela uma mulher trivial ou, pelo contrário, complicada, sutil e profunda, como aparenta na tela? Inúmeras são as indagações acerca do mais célebre e incompreendido sorriso da história humana e sobre o próprio Da Vinci, seu criador e o mais admirável gênio de todos os tempos, em relação à polêmica pintura, conservada e eternamente exposta no museu do Louvre, em Paris.

Afirmam alguns biógrafos que nos cinco anos dedicados à sua execução, nutrira o grande artista sublime e platônico amor pela graciosa Mona Lisa sem jamais o revelar, algo limitado aos seus loucos e inquietantes devaneios.

Tanto tempo, de fato, expendido numa obra por um Da Vinci faz realmente pensar numa empatia romântica entre ambos, mas a suspeita é infundada, porque, além de desinteressado em relações afetivas com o sexo oposto, jamais tivera Da Vinci oportunidade de vê-la a sós, nas dependências de sua oficina, a todo tempo frequentada por amigos, discípulos, e até músicos incumbidos de aliviar a fatigante postura voluntária da modelo.

Ao se aproximar o término do caprichoso empreendimento, não conseguira Mona Lisa evitar o reflexo da infinita tristeza, esboçada no sorriso tímido, oferecendo- lhe uma imagem um tanto desiludida pela paixão frustrada e o amor não correspondido, flagrada num momento ímpar da arte para toda a posteridade, guardando a Gioconda somente consigo, no mais secreto recôndito da alma, a pungente causa do eterno e decantado enigma.

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