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Uma análise de Vítor Pereira no Flamengo

Fonte: Unisites

A passagem do técnico Vítor Pereira no Flamengo foi curta e atribulada. Em seus quatro meses à frente do clube, derrotas, perda de títulos e equívocos táticos eram críticas constantes ao trabalho do português.

Agora, com a chegada do argentino Jorge Sampaoli para liderar o plantel, muitas expectativas de transformações surgem para o time, torcedores e quem deseja fazer uma aposta esportiva na Betfair – onde você também pode fazer apostas em eSports. Afinal, o Flamengo conta com o mais caro e completo elenco do país, o que garante chance de faturar algum dos torneios em disputa ainda em 2023.

Todavia, não se pode deixar de fazer uma análise do que foi a trajetória de Vítor Pereira pelo time. Depois de uma saída surpreendente do Corinthians alegando motivos pessoais para retornar a Portugal, o Vítor chocou o futebol brasileiro ao aceitar o posto de técnico flamenguista, vacante após a demissão de Dorival Pereira.

Confira a seguir alguns dos principais pontos sobre os “meses flamenguistas” de “VP” em 2023.

Os títulos perdidos com Vítor Pereira no Flamengo

Quando chegou à Gávea, Vítor Pereira sabia que iria disputar títulos desde o primeiro mês. Entre janeiro e abril, o clube participou do Mundial de Clubes, da Supercopa do Brasil e do Campeonato Carioca e Recopa Sul-Americana.

Favorito em todas essas competições – com exceção do Mundial, onde se esperava ao menos que chegasse à partida final contra o Real Madrid –, o Flamengo fez feio e amargou derrotas frustrantes.

Vítor Pereira até tinha o argumento de que estava começando um novo projeto, e de que naturalmente leva tempo para o time se ajustar às novas estratégias. No entanto, a gota d’água foi a derrota por 4 a 1 no segundo jogo das finais do Campeonato Carioca para o Fluminense, após conquistar a vantagem de 2 a 0 na primeira partida.

A fragilidade da defesa

Conhecido pela sua ofensividade, o time do Flamengo já tinha uma fraqueza aparente no sistema defensivo durante a passagem de Dorival Júnior. Vítor Pereira criticava a postura do seu antecessor, que utilizava o 4-3-3 para se defender, com pouca participação dos homens de frente na marcação.

O que ninguém esperava era que o português conseguisse piorar o desempenho defensivo do plantel, mesmo buscando acionar mais os homens de frente para proteção. Os problemas cresceram e o time passou a sofrer com goleadas, como o 4 a 3 para o Palmeiras e o já mencionado 4 a 1 para o Fluminense.

Dificuldades de criação no meio de campo

Já faz algum tempo que o Flamengo se caracteriza por utilizar o quarteto ofensivo formado por Everton Ribeiro, Arrascaeta, Gabigol e Pedro. O VP começou optando por manter os quatro em um esquema de ataque baseado no 4-4-2. Surpreendente, não deu certo.

O técnico optou por mudar para um esquema com 3 zagueiros, na tentativa de reforçar a defesa. Além de falhar, a estratégia esvaziou o meio de campo, fazendo com que houvesse um revezamento de titularidade entre os 4.

Optando por deixar Everton Ribeiro no banco em muitos jogos, o meio de campo sofreu para criar jogadas, e viu sua criatividade ser minada pela utilização dos dois alas avançados.

Mudanças no elenco e falta de entrosamento

O técnico português até tentou estabelecer um time titular logo após sua chegada, com o já citado quarteto ofensivo mais Thiago Maia e Gerson como volantes. Mas logo após as derrotas na Supercopa e Mundial de Clubes, Vítor Pereira optou por testar novas formações, variando, e muito, o time titular em cada partida.

Isso gerou insatisfação entre os jogadores, que sentiram a falta de entrosamento e as incertezas do técnico a cada nova partida.

Esses são alguns dos principais pontos que explicam o fracasso de Vítor Pereira no Flamengo. Há ainda outros motivos, como a má utilização de Gabigol, a saída de bola ruim e até mesmo a arrogância do lusitano. 

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