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Uma for?a puxa outra

Em 2010, o então prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, tomava a corajosa atitude de renunciar ao cargo quase três anos antes de completar o mandato de sua reeleição para assumir uma candidatura ao governo e enfrentar, a priori, o desafio de peitar as duas maiores forças políticas da Paraíba: José Maranhão, governador da época, e seu capilarizado PMDB, e Cássio Cunha Lima, apeado do poder, e seu ramificado PSDB. O resultado, todos sabem. Ricardo e Cássio se juntaram e derrotaram Maranhão.

Em 2014, a história se repete. Agora governador, Ricardo celebra aliança no segundo turno com o PMDB de Maranhão para derrotar o PSDB de Cássio, até então imbatível. E consegue com notório desempenho. O que as duas situações têm em comum? A demonstração de que não tem ocorrido espaço para três forças na Paraíba. Uma sempre se junta à outra para abater a terceira e lograr êxito nas urnas.

Se tivesse cedido aos apelos de caciques do PMDB e aceito aliança com o partido, o senador Cássio Cunha Lima provavelmente estaria contando outro final da eleição deste ano. Juntos, PMDB e PSDB liquidariam a fatura logo no primeiro turno. Os números mostram. Toda a experiência e feeling de Cássio falharam na avaliação de que dava pra chegar sem precisar ceder espaços a Maranhão e aos Vital.

Da mesma forma, certamente Cássio venceria o pleito se houvesse atraído a adesão do PMDB no segundo turno, coisa que Ricardo operou com habilidade e resolveu a parada em seu favor, impondo uma vitória retumbante e assumindo a liderança política de uma Paraíba ainda dividida. Um milhão de paraibanos de um lado e outro milhão de paraibanos do outro, como bem observou o ex-senador Roberto Cavalcanti em emblemático artigo no Correio desse domingo.

Essa foi também outra importante lição deixada por essa atípica eleição. Nenhuma das forças da Paraíba vence sozinha. Estando no poder ou fora dele.

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