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CRM: Urgência e emergência da Grande JP são precárias

Mais um episódio de precariedade no serviço de urgência e emergência na Grande João Pessoa. Depois dos problemas no Hospital de Trauma da Capital, essa também é a situação do Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio Buritiy (Ortotrauma), conhecido como Trauminha, no bairro de Mangabeira.

Após vistoria do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), nessa quarta-feira (15), foram constadas irregularidades como superlotação do hospital e problemas na infraestrutura. O hospital é um dos mais importantes da região metropolitana e, só em janeiro deste ano, já fez mais de 3.400 atendimentos.

Veja as imagens do Trauminha, gerido pela Saúde Municipal de João Pessoa:

Na inspeção, o CRM notou pacientes aguardando cirurgia pelos corredores do hospital há três dias e enfermarias com pacientes internados acima da sua capacidade. Além disso, problemas estruturais graves, como paredes mofadas, cadeiras quebradas, ar condicionado sem funcionar, falta de roupa de cama para os pacientes, entre outras irregularidades.

Nas enfermarias, há um único banheiro para homens e mulheres. Já em relação aos usuários, as reclamações notificadas foram sobre problemas no atendimento e na falta de infraestrutura adequada que é uma constante.

Urgência e emergência na Grande JP

“Infelizmente há uma precariedade no serviço de urgência e emergência na Grande João Pessoa. Os gestores precisam se sensibilizar e traçar um plano para resolver este problema. É preciso aumentar o número de leitos ou mesmo construir um novo hospital. A população precisa de um melhor atendimento”, disse o presidência do CRM-PB.

O hospital é um importante equipamento de saúde da capital e realiza cerca de 200 atendimentos ambulatoriais e 100 atendimentos de urgência e emergência diariamente. São mais de 200 médicos de diversas especialidades trabalhando no complexo hospitalar que chega a realizar cerca de 600 cirurgias por mês. Apenas nos primeiros 15 dias deste ano de 2020, o hospital realizou 3.419 atendimentos de pacientes de João Pessoa, além de diversos vindos de outros municípios do Estado.

O que diz a Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa disse apenas que está à disposição para dialogar com o CRM e aguarda relatório da visita para se manifestar sobre o assunto.

Hospital de Trauma

Na semana passada, o CRM esteve no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, também em João Pessoa, e identificou os mesmos problemas, como demanda de pacientes maior que a suportada.

Para tentar aliviar as tensões envolvendo o hospital, a Secretaria de Saúde da Paraíba criou uma retaguarda para o Trauma, com 42 leitos de internação e três salas cirúrgicas prontas para realizar cirurgias de ortopedia e traumatologia no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. A unidade recebeu novos equipamentos e agora dá suporte ao Trauma.

Comentários

  • JOSE FERNANDES DE OLIVEIRA FILHO disse:

    O serviço de urgência e de emergência dos hospitais na grande João Pessoa é de causar medo e revolta. O governo federal tem enviado grandes somas de recursos financeiros para o setor de saúde, mas a julgar pela situação caótica que se encontra tanto o Hospital de Traumas Senador Humberto Lucena como o complexo hospitalar Tarcisio Burity em Mangabeira – o Trauminha, as coisas estão cada vez pior.
    A situação do Hospital Senador Humberto Lucena é calamitosa, com a super lotação, colocando os pacientes numa situação muito difícil, pela falta de condições de acolhimento dos pacientes, a reclamação dos médicos e de servidores pela defasagem nos seus salários, provocou até um começo de paralisação, mas o governo do Estado resolveu a situação salarial e sugeriu a realização de obras de infraestrutura para melhoria do atendimento médico /cirúrgico e das instalações para internamentos de pacientes. O Conselho Regional de Medicina pensou até em interditar mas não fez por avaliar o prejuízo que a população iria ter.
    No complexo hospitalar do Trauminha em Mangabeira a situação não é diferente. Um grande número de pacientes em macas e cadeiras alojados ao longo dos corredores do hospital. A grande demanda de pacientes dificulta os serviços de consulta médica. As salas de cirurgias também são poucas diante do número de pacientes. Falta medicamentos, enfermarias super lotadas com ventiladores quebrados. Quem vai ao Trauminha seja como paciente ou visitante, sai com a visão de uma triste realidade que a saúde pública se encontra. Tomara Deus que os gestores, secretárias de saúde, os chefes do Poder Executivo possam ter maiores sensibilidades e promovam melhorias e mudanças que de fato venham amenizar o sofrimento dessa gente humilde e sofrida.

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