Vendas nos supermercados ficam estáveis nos dois primeiros meses do ano

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As vendas do setor supermercadista caíram 0,07% nos dois primeiros meses de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado, o que, segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, mostra estabilidade do indicador.

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Em fevereiro, a queda real nas vendas (descontada a inflação) foi de 1,93% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2016, houve alta de 4,56%. No acumulado de 12 meses, a Abras registra crescimento de 5,02%.

“Isso mostra uma estabilidade considerando que no ano anterior fevereiro teve 29 dias contra 28 neste ano. Podemos dizer que estamos praticamente estáveis, estagnados, andando de lado, mas não caindo mais. Estamos no porão do poço e não deve ter mais subsolo aí”, comparou.

Todas as regiões do país registraram queda nas vendas nos supermercados em fevereiro. No Nordeste, a queda foi de 3%, seguido pelo Sudeste (-1,80%), Centro-oeste (-1,43%), Norte (-0,99%) e Sul (-0,54%).

Produtos

O preço da cesta de produtos Abrasmercado, que analisa 35 produtos de largo consumo, teve queda de 1,49%, passando de R$ 479,64 em janeiro para R$ 472,51 em fevereiro. No acumulado de janeiro e fevereiro, o valor da cesta subiu 3,57%.

Entre os itens com maiores altas estão o xampu (4,13%), a farinha de mandioca (1,38%), o sal (0,99%) e o açúcar (0,90%). As maiores quedas ficaram com o feijão (-10,84%), a cebola (-9,96%), a batata (-8,06%) e o frango congelado (-6,22%).

Índice de Confiança

De acordo com o Índice de Confiança do Supermercadista, os empresários do setor estão mais otimistas com relação ao cenário macroeconômico. A pesquisa feita em fevereiro aponta 56,1 pontos, o que indica uma perspectiva positiva na comparação com dezembro do ano passado, quando a última pesquisa atingiu 50,5 pontos.

“A tendência é de crescimento moderado, de acordo com vários indicadores como o desemprego, que é o que ainda está segurando o crescimento mais forte, mas sabemos que em termos econômicos, quando o desemprego começa a ficar alto ele é o último índice a ser recuperado em uma crise”, analisou Sanzovo.

Carne Fraca

Segundo o presidente da Abras, apesar de ser muito cedo para uma avaliação, o setor ainda não registrou quedas perceptíveis na vendas de carnes depois da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. “Houve algumas dívidas, o consumidor questionou algumas marcas, substituiu momentaneamente, mas a cada dia que passa fica mais claro que não existe risco de saúde pública.”

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