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Venezuelana chega à Paraíba com diagnóstico de malária

A Paraíba registrou mais um caso de malária na última terça-feira (25), mas a Secretaria Estadual da Saúde (SES-PB) esclareceu que não se trata do 13º e sim, um caso importado. A paciente é uma venezuelana de 51 anos que já chegou ao município do Conde, Litoral Sul, no dia 23 de junho, com sintomas da doença. Ao todo, são 12 situações autóctones, ou seja, naturais do estado. As notificações na Paraíba começaram no mês de abril e só este mês, além do caso importado, foram cinco diagnósticos positivos.

Talita Tavares, gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, explicou que o trabalho de busca ativa dos casos na comunidade é uma das medidas prioritárias que deve ser mantida pelos profissionais do município do Conde. A ação permite identificar os casos nos primeiros dias com o objetivo de interromper a transmissão do parasita.

Ela observou que devem procurar o serviço de saúde pessoas residentes no Conde que apresentarem sintomas ou quem esteve no município no período de 8 a 30 dias antes da data dos primeiros sinais. Os mais comuns são febre, acompanhada ou não de cefaléia, náuseas, fadiga, anorexia, calafrios, sudorese, cansaço, mialgia e tremores.

“O município de Conde tem equipe médica qualificada para iniciar a medicação dos casos positivos quando esses chegam sem complicações. Nem todo paciente positivado para malária necessariamente deverá ser hospitalizado”, ressaltou a gerente.

Paciente está no HU

A paciente está internada desde a terça-feira (25) no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, o diagnóstico foi feito no município do Conde. A venezuelana apresentou sintomas sugestivos de malária desde o dia 23, quando chegou à Paraíba. Ela está no Brasil desde 1º de junho e hoje é a única internada no hospital com a doença.

Ainda conforme a assessoria, a mulher não é refugiada. Ela tem uma filha que mora no Conde e tem visto de seis meses de permanência no Brasil. Conforme o HULW, ela teria adquirido a malária em Roraima e ainda lá teria iniciado o tratamento. Porém, não há informação se foi concluído.

Ao chegar no município do Conde, com sintomas, refez o teste e o resultado foi positivo.

Sobre a malária

É uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A SES informou que não é uma doença contagiosa. A transmissão é através do vetor, que é a fêmea do mosquito Anopheles, também conhecido como mosquito prego, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário.


* Lucilene Meireles, do Jornal CORREIO.

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