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Violência não afasta eleitores das urnas, diz presidente do TSE

Atos de violência com alguma relação com as eleições municipais deste ano não devem aumentar a abstenção nas urnas, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes. Ele admitiu que crimes como os registrados em São Luís, no Maranhão, onde três escolas foram alvos de coquetéis molotov, tiveram caráter “aterrorizante”, mas foram inibidos.

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“Temos segurança de que não houve afastamento e de que o eleitor se sentiu seguro e foi às urnas. Um tumulto como aquele de São Luís tinha esta intenção de amedrontar eleitores e até mesários que deixariam de comparecer. É um tipo de ação para impor o temor à população, mas acho que logramos coaptar este tipo de movimento”, afirmou.

Mendes lembrou que o nível de abstenção no Brasil é alto – em torno de 25% a 30% dos eleitores acabam não votando -, mas disse que só depois do pleito será possível confirmar a manutenção destes índices.

Ausência é justificada

Portador de título eleitoral da cidade de Diamantino, em Mato Grosso, o ministro precisou justificar sua ausência nas urnas neste domingo (2) e, assim como outros eleitores, usou a estrutura montada no TSE para entregar o documento pouco depois das 15h30. “Na maioria das vezes eu vou, mas hoje não dava”, disse aos jornalistas que acompanharam o procedimento.

O presidente do TSE reiterou que tudo está ocorrendo “num quadro de normalidade”, mesmo com o que chamou de “tensões pré-eleitorais” em algumas cidades”. Aqui ou acolá, temos mil e poucas ocorrências, o que significa pouco considerando o número de municípios e a população de eleitores. Daqui a pouco estaremos no processo de apuração”, disse.

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