Moeda: Clima: Marés:

Você sabe o que é oxigenoterapia?

Médico pneumologista professor do Unipê explica as indicações e contraindicações

É sabido que o ar que respiramos tem aproximadamente 21% de oxigênio em sua composição. O elemento químico é questão de necessidade básica para a vida. E a concentração apontada é suficiente para pulmões saudáveis e para pessoas com alguma doença respiratória. Mas, quem tem uma doença pulmonar mais avançada não consegue obter oxigênio suficiente e transportá-lo ao sangue pela respiração normal. Daí a necessidade da oxigenoterapia.

Há muitos tipos de oxigenoterapia, e elas variam, principalmente, em como se oferta o oxigênio e no material usado para que chegue do aparelho até nossos pulmões. O médico pneumologista Rodolfo Bacelar diz pessoas com doença pulmonar precisam desse suporte para viver bem.

Dentre as situações em que há indicação, estão:

– Adoecimento respiratório agudo;

– DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, bastante associada ao tabagismo);

– Fibrose Cística e outras formas de bronquiectasias (dilatação anormal e distorção irreversível dos brônquios);

– Formas de fibrose pulmonar (incluindo a Fibrose Pulmonar Idiopática);

– Hipertensão pulmonar;

– E câncer de pulmão.

Terapia é indicada após teste

Para saber a necessidade da oxigenoterapia, antes é preciso saber a concentração de gases no corpo, principalmente a do oxigênio. Além disso, o bom entendimento da doença que acomete o paciente e sua situação frente ao quadro são fundamentais.

“O teste é chamado de gasometria arterial, de preferência em ar ambiente, e envolve a coleta de amostra de sangue de uma artéria, geralmente no punho”, descreve o pneumologista Rodolfo, que é professor do curso de Medicina do Unipê.

É possível também mensurar o nível de oxigênio de maneira não invasiva através de um aparelho chamado oxímetro de pulso, que pode ser acoplado ao dedo da pessoa. “Com esse dispositivo, apesar de menos acurado que a gasometria, podemos medir os níveis de oxigênio antes e depois do tratamento, auxiliando no adequado controle. A meta geral do tratamento não é a normalização dos valores, mas sim manter a oxigenação em nível apropriado às necessidades do corpo, ou seja, SatO2 (saturação do oxigênio) igual a 88% ou acima”, acrescenta.

Há contraindicações?

Segundo Rodolfo, não há contraindicações absolutas ao uso da oxigenoterapia, desde que bem indicada. Ainda assim, é necessário ter alguns cuidados, por exemplo, nunca fumar ou cozinhar durante o uso do oxigênio, pois o gás é inflável.

“E apesar de não haver grande risco de explosão, pode alimentar o tamanho da chama e provocar graves queimaduras por todo corpo, incluindo face e cabelos. Além disso, o cuidado com o posicionamento dos cilindros para evitar quedas, bem como do cuidado com a rede elétrica com os concentradores”, cita o médico.

Pacientes com doenças psiquiátricas graves apresentam risco maior ao uso, que deve ser extremamente criterioso. “É importante lembrar que tanto a falta como o excesso de oxigênio podem fazer mal à saúde. Em demasia, pode resultar em sintomas como tremores, letargia, convulsões e coma. A escolha da quantidade utilizada deve fazer parte de um acompanhamento próximo por especialistas, e não deve ser alterado inadvertidamente”, conclui.

Quer ser um (a) pneumologista?

Faça Medicina! O curso do Unipê forma profissionais pautado em princípios éticos, qualificados com base no rigor científico e capazes de intervir em situações de saúde-doença que fazem parte do perfil epidemiológico nacional. Saiba mais sobre a graduação aqui!

Palavras Chave

oxigenoterapia
publicidade
© Copyright 2024. Portal Correio. Todos os direitos reservados.