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Conselho Regional de Educação Física da 10ª Região (Foto: Google Street View)

Academia investigada já havia sido alvo de operações trabalhistas

Academia investigada pela Polícia Federal já foi alvo de seis denúncias, onde duas delas foram comprovadas por irregularidades trabalhistas

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A academia apontada como suspeita de vender anabolizantes clandestinamente já havia sido detectada com irregularidades, ligadas a problemas trabalhistas, em duas vezes neste ano. A informação foi confirmada ao Portal Correio pelo presidente do Conselho Regional de Educação Física da 10ª Região (CREF10), Francisco Martins da Silva.

Segundo Francisco, a academia investigada pela Polícia Federal já foi alvo de seis denúncias, onde duas delas foram comprovadas por irregularidades trabalhistas.

“Essa academia foi alvo da Federal por denúncia de venda e consumo de anabolizantes. Conosco, as fiscalizações não recaem sobre a venda de anabolizantes, investigamos ilegalidades trabalhistas. Nós já havíamos promovido seis fiscalizações contra ela, onde quatro vezes não detectamos nada, mas em duas localizamos irregularidades”, afirmou Francisco Martins.

Ainda conforme o presidente do CREF10, o Conselho recebeu, apenas entre janeiro e julho deste ano, 1,3 mil ações de fiscalização em academias do estado, com uma média de mais de dez denúncias por semana.

O caso

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Jotunheim, para apurar atividades irregularidades em uma academia no bairro Mangabeira, Zona Sul de João Pessoa. Equipes analisaram frascos de suplementos alimentares comercializados no estabelecimento. Alguns produtos foram apreendidos. O estabelecimento alvo da operação é propriedade de um soldado da Polícia Militar. A casa onde ele mora, no mesmo bairro, também foi vistoriada pelos policiais federais.

De acordo com a Polícia Federal, a operação visa reprimir o comércio clandestino de medicamentos anabolizantes, sem registro na Anvisa. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal da Capital. A ação contou com 25 policiais federais e foi acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar, já que o investigado é membro da corporação.

Em nota, a Polícia Federal divulgou que a investigação teve início após apreensão de encomenda postal com grande quantidade de produtos farmacêuticos irregulares, que seriam comercializados em academias de João Pessoa. A análise química dos produtos apreendidos revelou que se tratavam de medicamentos corrompidos, contendo substância química diversa da indicada no rótulo do medicamento.

Ainda conforme a Polícia Federal, o policial militar está sendo investigado pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, cujas penas, se somadas, podem chegar a 15 anos de reclusão.

Todo material recolhido deverá ser levado para a superintendência do órgão, situada em Cabedelo, na região metropolitana.

Histórico de suspeitas e defesa

O soldado da Polícia Militar e proprietário da academia já foi investigado por participação em uma explosão a banco. O advogado de defesa, Luiz Pereira, alegou, no entanto, que a operação não tem a ver com esse caso.

Segundo ele, a operação investiga exercício irregular da profissão na academia. Ele informou que o policial militar irá à sede da PF espontaneamente prestar esclarecimentos e irá processar quem formulou a denúncia contra ele.

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